A Polícia Militar reprimiu brutalmente uma manifestação do Passe Livre, no dia 13 de Junho de 2013. Três anos depois, ativistas e…

Inspirados pelo #NuitDebout, manifestantes prometem ocupar o Masp e reviver Junho

Inspirados pelo #NuitDebout, manifestantes prometem ocupar o Masp e reviver JunhoA Polícia Militar reprimiu brutalmente uma manifestação do Passe Livre, no dia 13 de Junho de 2013. Três anos depois, ativistas e…


Inspirados pelo #NuitDebout, manifestantes prometem ocupar o Masp e reviver Junho

Foto: Bruno Fernandes

A Polícia Militar reprimiu brutalmente uma manifestação do Passe Livre, no dia 13 de Junho de 2013. Três anos depois, ativistas e manifestantes, inspirados pela mobilização francesa, prometem reviver o espírito de Junho e ocupar continuamente o vão livre do Masp para fala sobre sociedade e política.


Quem viveu Junho de 2013 tem várias histórias para contar.

Mas imagina se tudo aquilo pelo o que passamos pudesse ir além de histórias, e se tornar novamente uma realidade?

Três anos após o protesto mais reprimido pela polícia em São Paulo naquele período de mobilização do Passe Livre, ativistas e manifestantes prometem ocupar continuamente o vão livre do Masp, inspirados pelo espírito dos protestos de 2013 e pela experiência francesa com o #NuitDebout.

Para quem não conhece, o Nuit Debout (Noite em Pé) é um movimento francês que surgiu nas manifestações deste ano, contra a nova Lei Trabalhista. Milhares de pessoas ocuparam (e ainda ocupam) praças ao redor da França, como a da República em Paris, para falar sobre a sociedade e sobre a política. Debates abertos e horizontais, conversas e até mesmo “conspirações políticas”.

Trata-se, na realidade, de uma versão mais radical e politizada do movimento Occupy de 2011, que basicamente tinha a mesma ideia: ocupar espaços para tratar sobre temas relevantes para a sociedade.

No dia 13 de Junho de 2013, cerca de 240 pessoas foram detidas durante manifestação do Passe Livre em São Paulo. O ato, que ficou marcado pela violência da Polícia Militar, acabou se tornando peça-chave para uma nova onda de manifestações ao redor do país nos dias seguintes — durando até Julho, com o fim da Copa das Confederações.

Foto: Bruno Fernandes

De lá pra cá, muita coisa mudou. Seja na política ou na própria sociedade.

E a esquerda, sem tomar um rumo certo, parece confusa.

“Por que não nos juntamos para construir um espaço democrático que dê voz e empodere quem está excluído dessa política feita por poucos e para poucos?”, questiona o grupo Democracia na Real, que realiza a ocupação no Masp a partir desta segunda-feira (13), prometendo ser apenas a primeira semana de uma série de eventos que devem ocorrer na cidade.

A atividade desta segunda-feira “será uma apresentação sobre o histórico e os métodos das ocupações por democracia direta de 2011 até agora”, e deve durar durante toda a semana.

“ É um pouco o cansaço com a crise, a constatação de que a explosão de mobilização autônoma de Junho de 2013 foi substituída por uma sucessão de comícios pró e anti puxado pelos velhos políticos e a sensação de que seja o que acontecer com o país, vamos perder direitos se não nos mexermos por fora das estruturas de poder”, diz o professor Pablo Ortellado, que faz parte da organização do evento.

Para ele e muitos que participaram dos protestos de Junho de 2013, fica a impressão de que se naquela época a classe política não conseguia representar as vontades e desejos da população, hoje é ainda pior.

By Democratize on June 12, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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