Aconteceu nesse último dia 3 mais uma edição do Hardcore na Escolas, evento organizado pelo mesmo coletivo que faz o Hardcore nas Ruas, mas…

If the kids are united…

If the kids are united…Aconteceu nesse último dia 3 mais uma edição do Hardcore na Escolas, evento organizado pelo mesmo coletivo que faz o Hardcore nas Ruas, mas…


If the kids are united…

Foto: Gabriel Soares/Democratize

Aconteceu nesse último dia 3 mais uma edição do Hardcore na Escolas, evento organizado pelo mesmo coletivo que faz o Hardcore nas Ruas, mas dessa vez voltado para apoiar a luta dos alunos contra a “reorganização escolar” proposta pelo governador Alckmin. O baixista do Ratos de Porão, Juninho, é um dos que está puxando esse projeto.

Por Gabriel Soares

Juninho diz que depois que começou o Hardcore nas Escolas, eles estão com lista de espera de escolas que gostariam de participar e levar show + bate-papo pra dentro das salas de aula. “ — Já foram cinco edições e a meta é manter 2 edições por semana” ele conta. Assim como existe uma lista de espera de escolas, existe também uma de bandas que gostariam de tocar no projeto, e os alunos estão curtindo muito esse apoio à luta.

Nessa ultima escola, a Comendador Alfredo Vianello Gregório, no Jardim Vergueiro, a estudante Evellyn da 8ª série contou que a escola está ocupada desde o dia 27 de novembro e que desde e então a PM tem feito “visitas” periódicas, para saber quantos alunos estão lá dentro. Eles já participaram de protestos na Santo Amaro junto com outros colégios que também estão ocupados. Evellyn também conta que os professores são favoráveis a ocupação feita pelos alunos, mas que não querem se comprometer, por medo de perderem o emprego. “- Vamos fazer uma reunião com os pais, pois muitos não estão sabendo direito sobre o que se trata a ocupação”.

Já o estudando Igor de 18 anos conta que como nas outras escolas ocupadas, estão rolando direto oficinas culturais e esportivas como aulas sobre a ditadura militar, artesanato, pipa, jiu-jitsu e bordado. O sarau do coletivo Tamo Junto também já fez atividades aqui.

A artista Veronica Nuvem puxou uma roda de conversa sobre violência contra a mulher, machismo, feminismo e assédio nos meios de transporte públicos, e os alunos que quisessem, poderiam expor casos em que foram vítimas ou em que viram algum assédio acontecer. Vale lembrar que a Frente contra o Assédio e o MPL também estão ajudando o projeto.

Fotos: Gabriel Soares/Democratize

Depois do punk rock do Who’s the criminal com direito a cover do Cólera, foi a vez do One True Reason agitar a galera com seu hardcore de peso. Infelizmente por causa do som alto e a vizinhança começando a reclamar, o show foi mais curto do que o esperado, e como o objetivo do projeto é ajudar as escolas e não atrapalhar a sua luta, decidiu-se encerrar o show para não causar problemas.

Bom saber que algumas pessoas da cena punk/hardcore ainda se importam com política, e se mexem pra ajudar a garotada, e que a exemplo dos alunos que querem mudanças e lutaram pra mudar o que achavam errado, o punk/hardcore não deve ficar restrito somente as letras panfletárias e shows em casas noturnas, e sim a ter mais atitude e o velho “faça-você-mesmo”, como os próprios alunos estão nos ensinando.

Foto: Gabriel Soares/Democratize

By Democratize on December 5, 2015.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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