O Movimento Brasil Livre, apesar de arrecadar dinheiro com seus seguidores e receber repasses da ONG estrangeira Students for Liberty, tamb…

Gravações mostram que MBL foi financiado por PMDB e PSDB “contra corrupção”

Gravações mostram que MBL foi financiado por PMDB e PSDB “contra corrupção”O Movimento Brasil Livre, apesar de arrecadar dinheiro com seus seguidores e receber repasses da ONG estrangeira Students for Liberty, tamb…


Gravações mostram que MBL foi financiado por PMDB e PSDB “contra corrupção”

Foto: Alice V/Democratize

O Movimento Brasil Livre, apesar de arrecadar dinheiro com seus seguidores e receber repasses da ONG estrangeira Students for Liberty, também foi financiado por partidos como PSDB e PMDB. Gravações comprovam a proximidade entre o grupo “anti-corrupção” e siglas investigadas pela Lava Jato para derrubar Dilma.


Mesmo recebendo investimentos da Students for Liberty, organização norte-americana que visa espalhar ideias e mobilizações por menos regulamentação do Estado na economia [conforme publicado pelo Democratize], o grupo Movimento Brasil Livre também recebeu dinheiro de partidos políticos contra Dilma Rousseff.

É o que afirma reportagem do UOL, com gravações comprovando os pagamentos.

Segundo a reportagem, o MBL recebeu apoio financeiro para impressão de panfletos e uso de carros de som, partindo de partidos como PSDB e do Solidariedade — ambos com políticos investigados pela operação Lava Jato.

Como o Democratize também investigou recentemente, o MBL tem uso completo da “máquina partidária” do DEM, tendo posteriormente membros trabalhando no novo Ministério da Educação, comandado por Mendonça Filho (DEM) na nova gestão de Temer.

Foto: Gustavo Oliveira/Democratize

O grupo sempre se auto-denominou “suprapartidário”, mas nunca fez questão de abrir suas contas para mostrar de onde vinha o financiamento que mantém o movimento ativo.

O panfleto “Esse impeachment é meu” foi custeado pela Fundação Ulysses Guimarães, do PMDB — conforme afirmado pelo presidente da Juventude do partido, Bruno Júlio. Foram 20 mil panfletos com valor ainda desconhecido, usados para a manifestação do dia 13 de março.

Segundo a reportagem, “procurada, a assessoria do atual secretário-executivo do PPI (Programa de Parcerias e Investimentos) do governo interino, Moreira Franco, disse, no primeiro momento, que o ex-ministro da Aviação Civil do governo Dilma não se recordava se teria pago ou não pela impressão. Posteriormente, negou que o pagamento tenha ocorrido e afirmou que nem Moreira Franco nem o PMDB jamais trabalharam em parceria com o MBL”. O movimento anti-Dilma não confirmou os custeios.

Em uma gravação, é possível ouvir Renan Santos [coordenador nacional do MBL] afirmando que “tinha fechado com partidos políticos para divulgar os protestos do dia 13 de março usando as máquinas deles”. É possível ouvir a gravação aqui.

Em outro áudio, é possível ouvir o secretário de Mobilização da Juventude do PSDB do Rio de Janeiro, Ygor Oliveira, dando detalhes a seus colegas de partido sobre uma “parceria com o MBL” para financiar uma manifestação que veio a ocorrer no dia 11 de maio em Brasília. Também é possível ouvir a gravação na reportagem publicada pelo UOL.

By Democratize on May 27, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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