Foto: Reinaldo Meneguim/Democratize

Governo Temer projeta R$244 bilhões do orçamento de 2017 para os bancos

Mesmo querendo colocar em prática o corte de gastos públicos com Educação e Saúde, congelando seu orçamento por pelo menos 20 anos, o governo de Michel Temer (PMDB) projeta uma série de subsídios e desonerações tributárias concedidas às indústrias no valor de R$224 bilhões para o próximo ano.

O “Bolsa Empresário”, como ficou conhecido parte do Orçamento para 2017 enviado pelo governo ao Congresso, já causa polêmica na opinião pública.

E o motivo é seu valor exorbitante diante das atuais condições financeiras do país, que vive tempos de turbulência após a Câmara dos Deputados ter aprovado a PEC 241, projeto que tem como objetivo congelar os gastos públicos com programas sociais, além de áreas como Educação e Saúde por pelo menos 20 anos.

Enquanto isso, o Bolsa Empresário, que é uma série de subsídios e desonerações tributárias concedidas pelo governo às indústrias, custará pelo menos R$244 bilhões do orçamento da União em 2017.

O site BBC Brasil fez comparações com o valor que será pago pelo governo aos empresários em 2017, em relação ao valor gasto da União com setores sociais. Por exemplo, o Bolsa Família custará R$29,7 bilhões ao governo em 2017, enquanto Saúde terá um orçamento de R$33,7 bilhões e Educação um valor de R$94,9 bilhões. Mesmo somado os valores, ainda não chega aos R$224 bilhões do Bolsa Empresário — totalizando R$158 bilhões.

Projetos como a PEC 241 tem causado uma onda de ocupações em escolas públicas e instituições de ensino no Brasil, como é o caso do Rio de Janeiro | Foto: Bárbara Dias/Democratize

O empresariado tem apoiado fortemente a PEC 241 nos bastidores, em reuniões com a equipe do governo federal. Recentemente, o próprio presidente Michel Temer se encontrou com o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, dias antes da votação da PEC na Câmara. Lá, Skaf reafirmou o apoio ao projeto, e a “necessidade” dele para o país voltar a funcionar.

Por outro lado, a “PEC do Fim do Mundo”, como tem sido chamada nas redes sociais, foi duramente criticada pela opinião pública — apesar da massiva propaganda em apoio nos grandes meios de comunicação. Um dos casos mais curiosos foi o voto do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC), que optou pela aprovação da PEC. Em reação ao voto, seus seguidores criticaram fortemente a decisão do deputado.

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