Enquanto a Avenida Paulista era tomada por manifestantes pelo impeachment, o Teatro da Universidade Católica de São Paulo (Tuca) era palco…

Governo ganha o apoio de setores da esquerda pela legalidade

Governo ganha o apoio de setores da esquerda pela legalidadeEnquanto a Avenida Paulista era tomada por manifestantes pelo impeachment, o Teatro da Universidade Católica de São Paulo (Tuca) era palco…


Governo ganha o apoio de setores da esquerda pela legalidade

Foto: Alice V/Democratize

Enquanto a Avenida Paulista era tomada por manifestantes pelo impeachment, o Teatro da Universidade Católica de São Paulo (Tuca) era palco do Ato pela Legalidade Democrática, onde juristas, intelectuais, políticos e artistas se manifestaram contra as ações de Sérgio Moro e pela legalidade.

O governo petista de Dilma Rousseff parece ganhar cada vez mais apoio de setores de esquerda.

Na noite desta quarta-feira (16), o Tuca foi palco do Ato pela Legalidade Democrática, contando com mais de 2 mil pessoas presentes. Tanto dentro do teatro quanto nas mediações, estudantes e apoiadores do governo de Dilma Rousseff tomavam conta do local. Tudo isso ocorria ao mesmo tempo que uma manifestação ganhava corpo na Avenida Paulista, pelo impeachment de Dilma Rousseff e contra a nomeação do ex-presidente Lula no Ministério da Casa Civil.

O ato no Tuca foi aberto pelo ator Sérgio Mamberti que, emocionado, puxou o mesmo coro de “não vai ter golpe” e de “no pasarán (não passarão, em referência aos golpistas)”.

O jurista Fábio Konder Comparato ironizou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, dizendo que o apego de FHC pelo poder fez com que ele rasgasse a Constituição conseguindo prorrogar seu mandato.

Sobre o instituto da delação premiada, o jurista Celso Antônio Bandeira de Mello concluiu que “o dedo-duro é um deprimente”. Para ele, a sociedade deve se insurgir contra o que chamou de “dedurismo”. “O dedo-duro é aceito na cultura americana. No Brasil, o dedo-duro é aquela que ninguém respeita, que não tem amigo.”

Foto: Alice V/Democratize

Outras figuras importantes como Guilherme Boulos, do MTST, e em vídeo o ex-presidente uruguaio Pepe Mujica, marcaram presença.

O coordenador nacional dos sem-teto pediu a demissão do diretor-geral da Polícia Federal devido ao vazamento do grampo da conversa entre a presidenta Dilma e Lula. Além disso, também criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, por sua política claramente de oposição ao governo petista enquanto ministro.

O ex-ministro da fazenda Luiz Carlos Bresser Pereira fez reparos à condução econômica do último ano da presidente Dilma, mas advertiu que isso não é motivo para abertura de um processo de impeachment. Além disso, Bresser Pereira chamou o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e Eduardo Cunha (PMDB-RJ) como “agentes do golpe”.

Foto: Alice V/Democratize

Desde a divulgação do grampo onde mostra a presidenta Dilma Rousseff conversando pelo telefone com Lula, setores de esquerda que até então não haviam se posicionado claramente sobre a atual situação do governo federal, se prontificaram a criticar uma possível ilegalidade da Polícia Federal e do juiz Sérgio Moro em torno das gravações.

Para amanhã (18), uma grande manifestação é esperada na Avenida Paulista em favor da “democracia” e em “defesa do governo”. Convocada por movimentos sociais e organizações ligadas ao Partido dos Trabalhadores, é esperado mais de 10 mil pessoas apenas em São Paulo.

Atos também devem ocorrer em outras capitais, incluindo Brasília, palco de manifestações contra o governo e Lula na quarta-feira e hoje.

By Democratize on March 17, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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