Nesta quinta-feira (10), o secretário de Segurança Pública do governo estadual, Alexandre de Moraes, se reuniu com membros do Movimento…

Governo de São Paulo faz uso político de sua máquina para favorecer protesto dia 13

Governo de São Paulo faz uso político de sua máquina para favorecer protesto dia 13Nesta quinta-feira (10), o secretário de Segurança Pública do governo estadual, Alexandre de Moraes, se reuniu com membros do Movimento…


Governo de São Paulo faz uso político de sua máquina para favorecer protesto dia 13

O secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, em protesto pelo impeachment no ano passado | Foto: Wesley Passos/Democratize

Nesta quinta-feira (10), o secretário de Segurança Pública do governo estadual, Alexandre de Moraes, se reuniu com membros do Movimento Brasil Livre, além de realizar coletiva de imprensa em conjunto com os organizadores do ato pró-impeachment do dia 13. Algo fora do padrão, para um governo que reprimiu e criminalizou manifestações.

Mais de 50 pessoas ficaram feridas nas manifestações promovidas pelo Passe Livre em 2016. Jornalistas, fotógrafos, e até mesmo uma mulher grávida, todos foram agredidos pela Polícia Militar, de responsabilidade direta da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP), no comando do secretário Alexandre de Moraes.

Em janeiro deste ano, o secretário ditou uma verdadeira perseguição contra os movimentos populares. Além da repressão, a SSP passou a querer determinar o trajeto e ponto de concentração das manifestações convocadas pelo Passe Livre, contra o aumento das passagens, ferindo a Constituição Federal ao impedir que manifestantes caminhassem pelas ruas determinadas pelo movimento.

Mas para a grande manifestação pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT), a situação pode ser um pouco diferente.

Nesta quinta-feira (10), o secretário Alexandre de Moraes se reuniu com membros do Movimento Brasil Livre. Ambos realizaram posteriormente uma coletiva de imprensa, juntos.

Coletiva de imprensa agora com o MBL, o governo
Coletiva de imprensa agora com o MBL, o governo de São Paulo, o secretário de segurança e políticos sobre o 13 de março…www.facebook.com

Segundo informações repassadas para a equipe de jornalismo da Agência Democratize, a reunião e coletiva teriam sido requisitadas pela própria SSP ao Movimento Brasil Livre. O encontro teria servido para que o governo estadual demonstrasse “apoio ao direito de livre manifestação”, além de servir para “garantir a segurança de todos os manifestantes presentes”.

Na realidade, o que tem sido feito pelo governo do estado de São Paulo, de oposição ao governo Dilma, é a utilização da máquina pública por simples interesse político.

Funcionários da SSP, que preferiram não se identificar, afirmaram que o posicionamento da Secretaria ocorreu justamente para impedir que manifestações a favor do ex-presidente Lula ocorressem na capital no mesmo dia. Quando o secretário Alexandre de Moraes disse em “manter a segurança dos manifestantes”, ele se referiu à possibilidade de manifestações pró-Lula acabassem se encontrando com o ato pró-impeachment, colocando a disposição dos organizadores a máquina de segurança, através da Polícia Militar.

Mais uma prova do uso da máquina pública foi a fala do próprio governador Alckmin, nesta quinta-feira: “Como cidadão pode ser (que eu vá). Mas a nossa tarefa hoje é segurança, garantir a tranquilidade e direito de manifestação”. Curiosamente, não tem sido o mesmo posicionamento adotado em diversos casos de manifestações populares no estado de São Paulo.

Os metroviários, durante a greve de 2014, foram perseguidos e reprimidos durante toda sua jornada de mobilização. Mais de 50 funcionários do Metrô foram mandados embora por ordens direta do governador, além do uso da Polícia Militar contra piquetes e manifestações da categoria.

Em 2015, estudantes secundaristas foram agredidos ao vivo na TV, durante manifestações contra a reorganização escolar, projeto defendido pelo governador tucano.

Mais recentemente, o Passe Livre foi mais uma vez vítima do governo estadual, sendo impedido de realizar suas manifestações contra o aumento das passagens no transporte público.

Não por acaso, o governador Alckmin enfrenta na Justiça um pedido de impeachment, protocolado na semana passada por um empresário. A justificativa é justamente a forma como o governo estadual teria lidado com a mobilização dos secundaristas, utilizando a Polícia Militar como arma política contra estudantes menores de idade.

By Democratize on March 11, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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