A chamada ‘reorganização gradual’ da rede escolar em São Paulo foi admitida pelo Estado, com o fechamento de séries iniciais em pelo menos…

Governo de São Paulo deixou de abrir séries iniciais em 158 escolas — Justiça investiga caso

Governo de São Paulo deixou de abrir séries iniciais em 158 escolas — Justiça investiga casoA chamada ‘reorganização gradual’ da rede escolar em São Paulo foi admitida pelo Estado, com o fechamento de séries iniciais em pelo menos…


Governo de São Paulo deixou de abrir séries iniciais em 158 escolas — Justiça investiga caso

Foto: Felipe Malavasi/Democratize

A chamada ‘reorganização gradual’ da rede escolar em São Paulo foi admitida pelo Estado, com o fechamento de séries iniciais em pelo menos 158 escolas. O sindicato dos professores afirma que a gestão Alckmin teria encerrado as atividades em mais salas de aula: pelo menos mil ao redor de São Paulo. Justiça investiga o caso.


No final do mês de abril deste ano, a juíza Carmen Cristina Fernandez, da 5ª Vara da Fazenda Pública, apontou o descumprimento por parte do governo estadual de São Paulo da liminar que suspendia o projeto de reorganização escolar, proferida no final do ano passado. As informações chegaram nas mãos da juíza após o sindicato dos professores da rede estadual (Apeoesp) ter feito um levantamento apontando o que chamou de “reorganização disfarçada”. Segundo as denúncias do sindicato, cerca de mil salas de aula foram fechadas pela administração de Geraldo Alckmin só neste ano.

Agora, o Estado passa a admitir o que chamou de ‘reorganização gradual’.

A rede de ensino estadual deixou de abrir classes de 1.º e 6.º anos do ensino fundamental e 1.º ano de ensino médio, que são as ‘séries de entrada’, em pelo menos 158 escolas neste ano. Os dados são do próprio governo estadual.

Segundo o jornal Estado de S. Paulo, “as explicações vão de falta de demanda à ampliação do ensino médio diurno e municipalização, entre outros motivos”.

Foto: Reinaldo Meneguim/Democratize

Porém, os números fornecidos pelo sindicato dos professores é bem diferente e mais amplo — o que torna cada vez mais necessário uma investigação pela Justiça, que tem encaminhado procedimentos para descobrir as reais intenções do governo Alckmin no fechamento de salas de aula mesmo após a suspensão da reorganização escolar.

Essa suspensão ocorreu após meses de mobilização dos próprios estudantes, que ocuparam mais de 200 escolas públicas ao redor do estado. Protestos também marcaram esse período, onde a Polícia Militar acabou agindo de forma desproporcional, resultando em uma queda considerável e drástica da popularidade do governador tucano.

Mas as queixas vão além da repressão.

Segundo o jornal Estado de S. Paulo, as alterações nas unidades já trazem efeito negativo aos alunos: “Na Escola Estadual Orígenes Lessa, em Diadema, não houve abertura de classes para o 6.º ano do ensino fundamental. Os pais reclamam que as unidades para as quais os alunos foram transferidos — Padre José Anchieta e Jornalista Rodrigo Soares Junior — são distantes”.

A reorganização gradual do ensino tem sido questionada pelo Ministério Público de Contas, que sinalizou uma representação pedindo mais esclarecimentos sorbe a medida.

Foto: Gustavo Oliveira/Democratize

Esse cenário turbulento na Educação do estado de São Paulo ocorre após uma nova onda de ocupações em escolas estaduais — desta vez nas ETECs, por conta da falta de merenda. Mais de 20 unidades haviam sido ocupadas no último mês, sendo desmanteladas após operações policiais questionáveis contra os estudantes. Além disso, a Alesp (Assembleia Legislativa) também foi ocupada por secundaristas exigindo a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a Máfia da Merenda, caso que envolve nomes importantes do PSDB, como o presidente da Casa, deputado estadual Fernando Capez.

Agora, Alckmin enfrenta uma onda de ocupações e greves no ensino universitário do estado. Universidades como USP, Unicamp e Unesp sinalizam paralisações e ocupações por conta da precarização da educação nas unidades.

By Democratize on May 28, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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