Durante os protestos contra o presidente Michel Temer (PMDB) em São Paulo, fotógrafos e jornalistas se tornaram alvo fácil para a Polícia…

Fotógrafos protestam contra a violência policial em São Paulo

Fotógrafos protestam contra a violência policial em São PauloDurante os protestos contra o presidente Michel Temer (PMDB) em São Paulo, fotógrafos e jornalistas se tornaram alvo fácil para a Polícia…


Fotógrafos protestam contra a violência policial em São Paulo

Foto: Reinaldo Meneguim/Democratize

Durante os protestos contra o presidente Michel Temer (PMDB) em São Paulo, fotógrafos e jornalistas se tornaram alvo fácil para a Polícia Militar, que não apenas agrediu fisicamente, como também chegou a destruir o equipamento de Vinicius Gomes, fotojornalista do Afroguerrilha. Mas a violência não é de hoje.


Durante a primeira semana de protestos contra o presidente Michel Temer (PMDB) em São Paulo, entre os dias 29 de agosto e 4 de setembro, a violência policial foi o assunto mais debatido nas redes sociais e nos meios de comunicação.

O caso que mais chamou atenção foi o da jovem Deborah Fabri, que por causa de uma bomba de efeito moral, acabou perdendo a visão de um olho.

Mas existiram outros casos de agressão naquela semana. E muitos deles contra a imprensa.

Por isso, jornalistas e fotógrafos decidiram se manifestar publicamente na manhã desta quarta-feira (14), no vão livre do Masp. Com o apoio da organização Rio de Paz, os profissionais da comunicação pediram o fim da violência policial contra a imprensa, utilizando o tapa-olho que virou marca registrada do fotógrafo Sérgio Silva, que ficou cego após um tiro de bala de borracha nos protestos de 2013.

O protesto ocorre após o fotógrafo Vinicius Gomes, dos coletivos Remirar e Afroguerrilha, ter sido agredido e detido por policiais, além de ter seu equipamento destruído pela PM na semana passada. O motivo da agressão desproporcional dos policiais foi o fato de Vinicius ter registrado o momento em que PMs da Rocam caem de suas motos. Outro fotógrafo, Willian Oliveira, tentou ajudar Vinicius, e acabou sendo agredido e preso.

Além deste caso, outros dois aconteceram no último domingo (11): após a PM deter um grupo de jovens na Avenida Paulista, sobrou para os fotógrafos Drago e Tuana Fernandes. O primeiro foi atingido por golpes de cassetete na cabeça. Já a fotógrafa acusa policiais de terem a jogada contra a parede, além de receber socos na região do peito.

Em outro protesto, no dia 1 de setembro, o fotógrafo Fernando Fernandes acabou levando um tiro de bala de borracha na boca.

Nem mesmo a equipe da Agência Democratize ficou de fora. No último domingo, o repórter Victor Amatucci também foi agredido pela PM, com spray de pimenta e socos de cassetete. No dia 31 de agosto, o fotógrafo Gustavo Oliveira foi atingido por estilhaços de bomba de efeito moral na perna, além de bala de borracha.

Foto: Reinaldo Meneguim/Democratize

Porém, não se trata de nada novo ou fora do comum, tendo em vista o histórico da violência policial contra a imprensa em São Paulo.

O próprio Sérgio Silva foi considerado culpado pela Justiça recentemente, por ter levado o tiro de bala de borracha no olho.

A repressão institucionalizada pelo governo de Geraldo Alckmin já causou outros estragos. Neste ano, o fotojornalista e escritor da Agência Democratize, Francisco Toledo, foi atingido por estilhaços de bomba de efeito moral na perna. Um pedaço de 2,5cm ficou encravado. Outro caso ocorreu dias depois, nos atos do Movimento Passe Livre. O cinegrafista Juliano, da TVDrone, foi atingido por bomba de efeito moral, causando queimaduras. Ele ficou meses em casa, impossibilitado de trabalhar.

Em quase todo protesto convocado por movimentos ou grupos não-ligados a partidos políticos em São Paulo, o resultado é o mesmo.

E o profissional de imprensa, que tem como seu trabalho registrar cada momento, acaba sendo vítima do despreparo policial.

Não por acaso, o Brasil se encontra em queda livre no ranking de Liberdade de Imprensa. Segundo publicado anteriormente pelo Democratize, nosso país ocupa hoje a 104ª posição no ranking mundial, atrás de países como Uganda e Líbano.

By Democratize on September 14, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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