Um péssimo exemplo: na noite desta terça-feira (19), policiais militares invadiram o Museu do Índio, que estava ocupado por representantes…

Faltando poucos dias para a Olimpíada, Rio dá um mau exemplo agredindo indígenas

Faltando poucos dias para a Olimpíada, Rio dá um mau exemplo agredindo indígenasUm péssimo exemplo: na noite desta terça-feira (19), policiais militares invadiram o Museu do Índio, que estava ocupado por representantes…


Faltando poucos dias para a Olimpíada, Rio dá um mau exemplo agredindo indígenas

Foto: Coletivo Carranca

Um péssimo exemplo: na noite desta terça-feira (19), policiais militares invadiram o Museu do Índio, que estava ocupado por representantes de diferentes etnias indígenas desde o dia 13. Faltando poucos dias para começar a Olimpíada, o Rio de Janeiro mostra a pior face possível para o mundo.


Durante toda a terça-feira, os ocupantes do Museu do Índio já esperavam pelo pior. Na realidade, eles já haviam passado por momentos de tensão no domingo.

Seguranças e funcionários agrediram manifestantes com bordunas (armas indígenas) que teriam sido retiradas do próprio acervo do museu. Mesmo caídos no chão, os ocupantes continuaram sendo agredidos.

O estrago foi enorme.

Mas a situação não demorou muito para piorar.

Foto: Kaue Pallone/Democratize

Nesta segunda-feira, a Justiça concedeu o pedido de reintegração de posse do prédio, onde também funciona a sede da Funai (Fundação Nacional do Índio).

E ela aconteceu na noite desta terça-feira, com violência desproporcional por parte da Polícia Militar.

Segundo informações do Coletivo Carranca, além de agressões físicas e verbais, o advogado Aarão da Providência também foi detido por “supostamente desacatar um policial”.

Vídeos nas redes sociais mostravam o momento de caos e desespero por parte dos ocupantes.

A ocupação ocorre 3 anos após o antigo Museu do Índio, onde foi montada a Aldeia Maracanã, ter sido alvo de uma operação similar por parte do Estado, quando policiais militares expulsaram com violência a ocupação indígena no prédio. Os ocupantes do atual Museu do Índio exigem o retorno do prédio antigo para as tribos indígenas. Porém, desde 2013, o prédio se encontra nas mãos do poder público — abandonado e vazio.

Além disso, outras exigências como a extinção da PEC 215, que transfere do Executivo para o Legislativo a palavra final sobre a damarcação de terras indígenas também fazem parte das demandas do grupo.

Esse cenário de guerra contra os povos originários do Brasil ocorre faltando poucos dias para a realização do evento esportivo mais importante do mundo — os Jogos Olímpicos.

Foto: Coletivo Carranca

Além do estado do Rio de Janeiro passar por um momento delicado, sem condições de manter seu orçamento e cortando o salário dos funcionários públicos, a violência policial contra professores, estudantes, moradores da periferia e indígenas deve marcar negativamente o evento.

Um péssimo exemplo para o resto do mundo, justamente quando países como o Canadá caminham pelo lado oposto, reconhecendo a importância dos povos originários, abrindo portas para o desenvolvimento dessa população sem criminalização por parte do Estado.

By Democratize on July 20, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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