Logo de manhã, vários estudantes tomaram as ruas de São Paulo contra a decisão do governo de Geraldo Alckmin (PSDB) de fechar escolas para…

Estudantes tomam as ruas contra fechamento de escolas

Estudantes tomam as ruas contra fechamento de escolasLogo de manhã, vários estudantes tomaram as ruas de São Paulo contra a decisão do governo de Geraldo Alckmin (PSDB) de fechar escolas para…


Estudantes tomam as ruas contra fechamento de escolas

Foto: Vitor B. Cohen

Logo de manhã, vários estudantes tomaram as ruas de São Paulo contra a decisão do governo de Geraldo Alckmin (PSDB) de fechar escolas para separar alunos por ciclos. Apesar do nível de gravidade que vive a educação no estado de São Paulo, o tema pouco repercute na grande mídia.

Às oito da manhã, o vão livre do Masp já estava tomado por estudantes de várias escolas estaduais de São Paulo. O motivo: o projeto de reestruturação da rede de ensino do estado, promovido pela gestão tucana. A reformulação resultará no fechamento de diversas escolas públicas em São Paulo.

As mudanças devem ocorrer em todo o estado. Mais de 400 unidades de ensino podem fechar as portas a partir do ano que vem. A Escola Padre Sabóia de Medeiros, na Chácara Santo Antônio, Zona Sul da capital paulista, seria mais um exemplo das atingidas pela reestruturação. Se fechar, os 800 alunos da instituição seriam remanejados para a Escola Plínio Negrão, que fica a 3,5 km dali. A distância é maior do que o limite de 1,5 km estipulado pelo governo nos casos de remanejamento.

A medida vai reorganizar a distribuição dos alunos em unidades que passarão a atender exclusivamente um dos três ciclos de ensino: o primeiro abrange os alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental; o segundo, dos alunos do 6º ao 9º ano do fundamental, e o terceiro reúne os três anos do ensino médio.

Atualmente, algumas escolas da rede estadual atendem alunos de mais de um dos ciclos. Para a Secretaria Estadual da Educação, o ideal é que as escolas recebam apenas estudantes de um dos ciclos e, desta forma, estejam mais focadas no aprendizado da faixa etária que atende.

A expectativa do governo é de que até mil escolas sejam atingidas com a mudança. Segundo a assessoria de imprensa da pasta de educação, os alunos que vão precisar ser transferidos serão matriculados em escolas que ficam até no máximo 1,5 quilômetro de suas casas. Eles serão informados sobre o endereço da nova unidade até o mês de novembro.

Foto: Gabriel Soares/Democratize

A manifestação reuniu não só alunos, como também professores, funcionários e vários movimentos estudantis.

Já na sexta-feira passada, estudantes da Escola Padre Sabóia de Medeiros já haviam se mobilizado contra o fechamento da unidade. Centenas de estudantes fecharam diversas vias públicas contra a atitude que parte do governo de Geraldo Alckmin.

Mas o que mais intriga é o silêncio de boa parte da mídia tradicional paulista sobre o caso. Por exemplo, nesta terça-feira, veículos como a Folha de São Paulo não chegaram a sequer citar o protesto dos estudantes na Avenida Paulista. O Estadão também não abordou o tema até o momento. Já o G1, site de notícias da Globo, tem tratado sobre o tema de forma parcial, ignorando o apelo dos estudantes e professores sobre o fechamento das escolas, isentando a figura do governador do estado sobre a crise que enfrenta atualmente o ensino público de São Paulo.

Foto: Gabriel Soares/Democratize

Não é de hoje que o sistema educacional do estado enfrenta dias complicados.

Mais recentemente, ocorreu a maior greve das últimas décadas envolvendo a categoria de docentes e funcionários de escolas estaduais de São Paulo.

A mobilização, que durou mais de 90 dias, foi considerada a mais longa pelo sindicato, APEOESP. Além disso, foi também considerada a mais combatida pela gestão tucana no estado — com uma política de negação, Geraldo Alckmin colocou os professores na parede, se negando a ouvir a demanda da classe e ainda partindo para a criminalização do movimento. Com apoio da grande mídia, que não só criminalizou como também fez questão de manipular informações — como por exemplo o número de professores que teriam aderido ou não à greve.

Foto: Gabriel Soares/Democratize

Com isso, é preciso destacar que apenas a mobilização dos estudantes, professores, funcionários e movimentos sociais/estudantis pode reverter a atual situação na qual se encontra o plano de reformulação do ensino no estado.

O apoio através do Facebook para o evento desta manhã de terça foi uma surpresa, até mesmo para os organizadores: quase 30 mil pessoas haviam confirmado presença na manifestação.

Outros atos já estão sendo programados em todo o estado.

By Democratize on October 6, 2015.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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