Dezenas de estudantes secundaristas foram para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo exigir a abertura da CPI da Merenda, que…

Estudantes protestam por CPI da Merenda e são agredidos por policiais

Estudantes protestam por CPI da Merenda e são agredidos por policiaisDezenas de estudantes secundaristas foram para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo exigir a abertura da CPI da Merenda, que…


Estudantes protestam por CPI da Merenda e são agredidos por policiais

Foto: Gabriel Soares/Democratize

Dezenas de estudantes secundaristas foram para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo exigir a abertura da CPI da Merenda, que envolve o presidente da casa — deputado Fernando Capez, do PSDB. Ao invés do diálogo, foram recebidos com agressões pelos policiais, com direito ao deputado estadual Coronel Telhada exigindo a prisão dos secundaristas no plenário.

Parece que a Alesp, Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, não é a “casa do povo”. Pelo menos foi a impressão que se teve nesta terça-feira (1) após protesto de estudantes secundaristas contra o presidente da casa, o tucano Fernando Capez, envolvido em um imenso caso de corrupção em torno da merenda escolar no estado de São Paulo.

Cerca de 20 estudantes participaram da manifestação, dentro da galeria da assembleia. Durante a fala do deputado estadual Coronel Telhada, também do PSDB, os secundaristas vaiaram e reagiram com o coro “cadê a merenda?” — foi o suficiente para o deputado solicitar à presidente da assembleia, Analice Fernandes (PSDB), a retirada dos estudantes da galeria. Então seis policiais cercaram o grupo, expulsando dois jovens na base da força, inclusive com agressões físicas.

A deputada Leci Brandão (PCdoB) ainda tentou negociar com os manifestantes para que acompanhassem a sessão sem intervenções. Já o deputado Carlos Gianazzi, do PSOL, tentou negociar com o tucano Telhada, sem sucesso. Ambos os estudantes expulsos da casa foram encaminhados para o 36DP, acusados de resistência.

Utilizando o senso comum e tentando agradar seu eleitorado, Telhada fez pouco caso da manifestação, os acusando de estarem infiltrados por partidos políticos da oposição: “Não sei se por 50 reais ou um pão com mortadela”, e taxou-os de “bandalheiros”. Já o socialista Gianazzi rebateu: “Isso é deplorável, não combina com o parlamento. Eu estou profundamente envergonhado”. O deputado petista João Paulo Rillo também rebateu a atitude de Telhada e da Polícia Militar: “Imagino se a Alesp fosse tão rápida quanto é pra reprimir estudantes para investigar casos de corrupção”, citando o cartel do metrô e a máfia das merendas.

Foto: Gabriel Soares/Democratize

Após a atitude policial, os secundaristas saíram da galeria, realizaram um jogral denunciando o caso, e percorreram os corredores da assembleia exigindo aos deputados, em coro, a realização da CPI da Merenda.

Os estudantes ainda realizaram um “trancaço” em frente ao prédio da assembleia, na região do Ibirapuera. Apesar de não ter ocorrido durante a manifestação fora da casa nenhum caso de repressão policial, fotógrafos e jornalistas acusaram a PM de atrapalhar o trabalho da imprensa. Toda a equipe do Democratize que participou da cobertura jornalística foi abordada por policiais, que ainda exigiram documentos de identificação.

Os secundaristas prosseguiram até o 36DP, onde dois estudantes foram encaminhados pela polícia.

A CPI da Merenda é uma exigência dos mesmos estudantes que ocuparam mais de 200 escolas no final de 2015 em São Paulo, contra o projeto de reorganização do ensino. Recentemente, o jornal Folha de São Paulo publicou uma reportagem denunciando o fato da merenda com estrogonofe, arroz e feijão ter sido trocado por bolacha e suco, demonstrando uma claríssima crise no sistema educacional do estado. Investigados acusam o deputado tucano Fernando Capez de ter ganhado propina em fraude da merenda em São Paulo.

Fotos: Gabriel Soares/Democratize

By Democratize on March 1, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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