Alunos do Mackenzie em São Paulo organizam para o final da tarde um ato ‘contra o golpe’ e pela democracia. Porém, depois do confronto na…

Estudantes do Mackenzie fazem ato pela democracia e temem ação de grupos de direita

Estudantes do Mackenzie fazem ato pela democracia e temem ação de grupos de direitaAlunos do Mackenzie em São Paulo organizam para o final da tarde um ato ‘contra o golpe’ e pela democracia. Porém, depois do confronto na…


Estudantes do Mackenzie fazem ato pela democracia e temem ação de grupos de direita

Estudantes da PUC em protesto contra a violência policial, ontem dentro da universidade | Foto: Alice V/Democratize

Alunos do Mackenzie em São Paulo organizam para o final da tarde um ato ‘contra o golpe’ e pela democracia. Porém, depois do confronto na PUC na segunda-feira (21) com a Polícia Militar, organizadores temem que grupos de direita e pró-impeachment tentem invadir o ato.

Mais de 1.500 pessoas já confirmaram presença no ato pela democracia no final da tarde de hoje, na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Organizado por estudantes da própria universidade, a mobilização irá contar com a presença de figuras ilustres como o ativista negro Douglas Belchior, representantes do Levante Popular da Juventude e do MST, Movimento Sem-Terra.

Segundo a descrição do evento, é papel dos estudantes do Mackenzie “como futuros profissionais engajados na causa social, mas também como cidadãos”, zelarem “pelo Estado Democrático de Direito”. A nota ainda convoca aos estudantes da universidade a tarefa de reescrever a história do movimento estudantil do Mackenzie, que no período da ditadura militar se destacou pelos movimentos conservadores, como o CCC (Comando de Caça aos Comunistas).

A expectativa para o dia de hoje é de apreensão, principalmente após o ocorrido na PUC na última segunda-feira (21), também em São Paulo.

Lá, foi organizado um ato pelo impeachment, encabeçado por diversos estudantes e movimentos de direita, com pouca adesão dos alunos da própria universidade, reunindo cerca de 100 pessoas. Porém, os alunos da PUC responderam realizando um ato logo ao lado ‘contra o golpe’, resultando na interferência da Polícia Militar, e posteriormente em repressão contra os alunos da universidade.

Nesta terça-feira (22), os estudantes da PUC organizaram durante todo o dia manifestações na universidade e nas proximidades contra a violência policial ocorrida no dia anterior.

Foto: Alice V/Democratize

Para os organizadores do ato de hoje no Mackenzie, existe um temor de que a situação se repita.

Segundo fontes, estudantes pró-democracia chegaram a tentar avisar a Polícia Militar na região sobre a possibilidade de movimentos pelo impeachment tentarem interferir na mobilização de hoje. Porém, a PM adotou uma postura pouco amigável, afirmando que “tudo o que ocorresse ali será de responsabilidade dos próprios organizadores”.

Para o dia 28, segunda-feira, alunos do Mackenzie também estão organizando um ato “contra a corrupção” e em apoio a Operação Lava Jato.

Ironicamente, muitos dos organizadores do ato pelo impeachment na PUC segunda-feira eram alunos do próprio Mackenzie, como é o caso do estudante Julio Cezar Lins, membro do movimento ‘Vem Pra Rua’. Até o momento, o ato do Mackenzie pelo impeachment no dia 28 deve ser o que mais irá mobilizar estudantes a favor da saída de Dilma Rousseff do governo, com mais de 2 mil confirmados.

No evento, os organizadores apagaram comentários e posts incitando a violência contra o ato de hoje pela democracia.

Ao mesmo tempo, na avenida Paulista, deve acontecer uma manifestação convocada pelo Movimento Brasil Livre, em apoio ao juiz Sérgio Moro. A proximidade entre Mackenzie e Paulista deixa a situação ainda mais tensa para hoje.

Veja como foi na PUC nesta segunda-feira:

By Democratize on March 23, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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