O governo de Geraldo Alckmin achava que o jogo tinha virado, ao desocupar brutalmente o Centro Paula Souza e ver estudantes saindo de forma…

Estudantes desocupam Alesp e CPS: porém, surgem novas ocupações

Estudantes desocupam Alesp e CPS: porém, surgem novas ocupaçõesO governo de Geraldo Alckmin achava que o jogo tinha virado, ao desocupar brutalmente o Centro Paula Souza e ver estudantes saindo de forma…


Estudantes desocupam Alesp e CPS: porém, surgem novas ocupações

Foto: Rogério Padula/Democratize

O governo de Geraldo Alckmin achava que o jogo tinha virado, ao desocupar brutalmente o Centro Paula Souza e ver estudantes saindo de forma voluntária da Alesp. Porém, mais 3 escolas foram ocupadas hoje.

Enquanto o governo estadual focava nas ocupações dos secundaristas na Alesp (Assembleia Legislativa, desde o dia 3 de maio) e Centro Paula Souza (desde o dia 28 de abril), mais 3 escolas foram ocupadas por estudantes nesta sexta-feira (6).

O governo de Geraldo Alckmin (PSDB) manipulou ao máximo a Justiça nesta semana para conseguir virar o jogo contra os estudantes.

Mas não conseguiu.

No começo da semana, enviou o secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, junto com policiais para “ocupar” a ocupação no Centro Paula Souza. A Justiça considerou a ação do governo como ilegal, gerando conflitos entre os tucanos e o judiciário. Na quinta (5), mais um conflito: a Justiça havia decretado reintegração de posse novamente no CPS, porém sem o uso de arma não-letal pela polícia, e com a presença de Alexandre mais uma vez.

Alckmin não aceitou e buscou mudar a situação.

Conseguiu.

Hoje, o Centro Paula Souza foi desocupado de forma violenta por policiais militares. Pelo menos 5 pessoas foram detidas e encaminhadas para o 2DP, enquanto um jornalista ficou ferido no rosto após ser agredido por um PM.

Poucas horas depois, foi a vez da Assembleia Legislativa.

A reintegração de posse da Alesp já estava marcada desde ontem, incluindo ainda a possibilidade de aplicação de multa contra os ocupantes.

Por conta disso, os secundaristas que ocupavam o local decidiram realizar uma assembleia no começo da tarde para determinar quais seriam os próximos passos da ocupação.

Decidiram então desocupar de forma voluntária.

Foto: Gustavo Oliveira/Democratize

E assim, o governador Geraldo Alckmin pode até pensar que “virou o jogo”.

Isso porque para ajudar, a mídia corporativa ainda fez questão de criminalizar a luta dos estudantes, simulando possíveis casos de “vandalismo” dentro do Centro Paula Souza — algo que não ocorreu, segundo jornalistas do Democratize no local.

Mas não foi bem assim.

Quando amanheceu a sexta-feira, eram 14 as escolas ocupadas ao redor do estado.

Hoje já são 19.

Três novas ocupações surgiram nesta sexta, nas ETECs: Albert Einstein, Getúlio Vargas e das Artes.

Com isso, o movimento secundarista encerra um “ciclo” que na realidade trata-se apenas do começo da jornada pela CPI da Merenda e por uma alimentação adequada dentro da sala de aula.

As ocupações, tanto do Paula Souza quanto da Alesp, serviram principalmente para chamar a atenção da opinião pública sobre a questão mobilizada pelos secundaristas. Apesar de realizar trancaços e manifestações sobre o tema desde o começo do ano, tanto o governo Alckmin quanto a mídia corporativa ainda não retratava a situação como grave, e a CPI da Merenda se tornava cada vez mais impossível através de manobras políticas realizadas pela maioria dos deputados na Alesp, que fazem parte da base aliada do governo tucano e do deputado estadual Fernando Capez (PSDB), principal envolvido no esquema.

Agora, a situação é diferente.

A tendência é que o número de escolas ocupadas só aumente em São Paulo, com a possibilidade ainda de que o foco saia das ETECs e se torne novamente algo mais generalizado, como no ano passado — onde mais de 200 escolas foram ocupadas em todo o estado.

By Democratize on May 6, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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