Após ocuparem a Assembleia Legislativa em São Paulo na semana passada, os secundaristas conseguiram todas as 32 assinaturas necessárias…

Estudantes conseguem todas as assinaturas para a CPI da Merenda

Estudantes conseguem todas as assinaturas para a CPI da MerendaApós ocuparem a Assembleia Legislativa em São Paulo na semana passada, os secundaristas conseguiram todas as 32 assinaturas necessárias…


Estudantes conseguem todas as assinaturas para a CPI da Merenda

Foto: Felipe Malavasi/Democratize

Após ocuparem a Assembleia Legislativa em São Paulo na semana passada, os secundaristas conseguiram todas as 32 assinaturas necessárias para que a CPI da Merenda seja aberta na Alesp.

Em mais um dia de manifestações, movimentos estudantis confirmaram mais uma conquista: todas as assinaturas necessárias para a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre a Máfia da Merenda foram recolhidas.

A vitória ocorre após uma ocupação ocorrer na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) na semana passada, quando secundaristas invadiram e ocuparam o plenário e galeria.

Com a opinião pública a favor, era inevitável a pressão contra o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o presidente da Casa, o deputado Fernando Capez (PSDB), principal investigado na chamada Máfia da Merenda.

Porém, segundo o deputado estadual Alencar (PT), não é “a mesma CPI”. “A base do Alckmin apresentou novo pedido, ou seja, não é o pedido da oposição”, disse o deputado em entrevista ao Democratize.

“Estão dando um golpe para terem o controle da CPI e também incluíram os municípios na investigação”, denunciou o deputado, que afirmou que o objetivo é “tirar o governo do estado do foco central da investigação”.

Foto: Felipe Malavasi/Democratize

A decisão coincide com mais uma manifestação secundarista em São Paulo, ocorrida na manhã desta terça-feira (10) na região do centro da cidade. Centenas de estudantes ocuparam as ruas exigindo uma alimentação adequada nas ETECs e escolas estaduais.

Até o último levantamento feito pelo Democratize, eram mais de 20 escolas ocupadas ao redor do estado — com foco nas ETECs e na região metropolitana e capital.

Em sua última coletiva, o deputado Fernando Capez já havia afirmado ser “favorável” a abertura de uma CPI da Merenda na Alesp.

Porém, segundo ele, a abertura de uma CPI não ocorreria por conta da ocupação na Alesp e nas demais escolas estaduais, e sim por causa de “reuniões que já haviam ocorrido anteriormente” entre os deputados e lideranças políticas.

O deputado estadual Carlos Giannazi, do PSOL, denunciou recentemente o modo como os partidos da base do governo Alckmin tem tratado a questão da Máfia da Merenda na Casa:

“Na reunião desta terça-feira (dia 10) da Comissão de Educação e Cultura da ALESP, na qual estava acordado o depoimento do ex-chefe de gabinete da Casa Civil do governador Alckmin, Luiz Roberto dos Santos, o ‘Moita’, para explicações sobre as denúncias que pesam sobre ele a respeito de desvios de verbas da merenda da rede estadual de ensino, houve uma evasão dos deputados da base de apoio ao Palácio dos Bandeirantes, que não compareceram, o que levou ao encerramento dos trabalhos logo que abriram (só havia 5 deputados membros efetivos da CEC — 3 da oposição e 2 da situação — para um total de 11, e o quórum mínimo era de 6).”

A presidente da UBES, Camila Lanes, que esteve presente na ocupação da Alesp na semana passada, celebrou a vitória parcial dos estudantes sobre a CPI.

Em conversa com o Democratize, Camila diz que “por mais que a conjuntura e a maneira como foi feita a abertura da CPI não seja da forma como queremos, isso só demonstra cada vez mais que devemos continuar com uma mobilização permanente sobre tudo o que acontece no Brasil e em São Paulo”. A líder estudantil ainda lembrou que a Alesp é formada por uma ampla maioria governista que tem feito o possível para driblar a abertura de uma investigação na Casa sobre a Máfia da Merenda.

Para Emerson Santos, da UPES, trata-se de uma vitória: “O alvo do objeto de investigação da CPI do suco a limitava apenas nos contratos (da COAF), e com esta nova CPI o objeto de estudo passa a ser a partir do fornecimento”.

Já para Flávia da UEE o que vale é o resultado da mobilização após a ocupação feita na Alesp. “Agora temos uma CPI ampla. É objeto da CPI os agentes públicos, prefeituras e governo do estado. Uma vitória dos movimentos sociais”, disse ao Democratize.

By Democratize on May 10, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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