Cerca de mil pessoas participaram de mais uma manifestação pela democracia e contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, em São…

Em frente ao prédio da Fiesp, manifestantes questionam legalidade do impeachment

Em frente ao prédio da Fiesp, manifestantes questionam legalidade do impeachmentCerca de mil pessoas participaram de mais uma manifestação pela democracia e contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, em São…


Em frente ao prédio da Fiesp, manifestantes questionam legalidade do impeachment

Foto: Alice V/Democratize

Cerca de mil pessoas participaram de mais uma manifestação pela democracia e contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, em São Paulo neste domingo (24). O ato caminhou até o prédio da Fiesp, símbolo das manifestações e palco de uma ocupação pró-impeachment.

Uma semana após a votação do impeachment pela Câmara dos Deputados, a Avenida Paulista vivenciou mais um protesto. Desta vez, do outro lado — organizado por grupos contra o impeachment, a manifestação reuniu cerca de mil pessoas neste domingo (24).

O ato fez parte de um dia de atividades na Avenida Paulista, que estava aberta ao pedestre e ciclista.

Com debates, discussões e apresentações, a manifestação seguiu até o prédio da Fiesp, que acabou se tornando um símbolo dos protestos a favor da saída da presidenta Dilma Rousseff em São Paulo.

Foto: Alice V/Democratize

E foi lá que a situação saiu do controle.

Sem qualquer interferência da Polícia Militar para apaziguar os ânimos, houve confusão.

Tudo porque cerca de 30 pessoas ainda continuam acampadas em frente ao prédio da Fiesp. O grupo faz parte de uma ocupação que começou na metade do mês passado, a favor da prisão do ex-presidente Lula e da saída de Dilma Rousseff. Formado basicamente por radicais da direita, a ocupação tem como protagonista o líder de um movimento pró-intervenção militar, que recentemente chegou a agredir fisicamente um rapaz na avenida, por conta do vestido vermelho de sua amiga.

De um lado, os manifestantes pró-impeachment acusaram o outro grupo de agredir fisicamente uma moça que estava acampada. Já o outro lado, acusa os acampados de agressões com pedaços de ferro e madeira.

Foto: Alice V/Democratize

O Democratize chegou a conversar com um estudante de apenas 15 anos, que participava da manifestação contra o impeachment.

Mostrando marcas vermelhas na barriga, ele acusou os acampados de agressão: “Eles estavam indo agredir a menina e eu fui defende-la, dai eles me deram uma paulada na barriga”, disse o estudante.

A confusão repercutiu nas redes sociais.

O jornalista Pio Redondo foi agredido com um soco no rosto por um dos acampados, gerando repercussão nas redes.

Mais manifestações devem ocorrer durante a semana em São Paulo. No sábado (30), uma grande Marcha Antifascista está programada para ocorrer na capital. Mais de 13 mil pessoas confirmaram a presença no evento do Facebook, além de outras 22 mil demonstrando interesse.

Nesta segunda-feira (25), manifestantes do grupo “Golpe é Guerra” colocaram fogo em pneus nas proximidades da Praça Roosevelt, também em São Paulo. O protesto foi feito logo na manhã, atrapalhando o trânsito na ida ao trabalho.

Foto: Alice V/Democratize

Veja o vídeo de como foi a confusão na manifestação deste domingo em São Paulo, com imagens de Alice V para o Democratize.

By Democratize on April 25, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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