Assim como o senador Renan Calheiros e José Sarney, o ex-ministro do Planejamento do governo interino, Romero Jucá, recebeu milhões de…

Em delação, empresário afirma ter pago mais de R$20 milhões para ex-ministro de Temer

Em delação, empresário afirma ter pago mais de R$20 milhões para ex-ministro de TemerAssim como o senador Renan Calheiros e José Sarney, o ex-ministro do Planejamento do governo interino, Romero Jucá, recebeu milhões de…


Em delação, empresário afirma ter pago mais de R$20 milhões para ex-ministro de Temer

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Assim como o senador Renan Calheiros e José Sarney, o ex-ministro do Planejamento do governo interino, Romero Jucá, recebeu milhões de reais em propina de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro. As informações constam na delação premiada do empresário.


Não são dias bons para o governo interino em Brasília.

Principalmente para o partido de Michel Temer, o PMDB.

Em delação premiada, o empresário e ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, afirmou que pagou ao ex-ministro do governo interino, Romero Jucá, a quantia de R$70 milhões. Além dele, outros nomes importantes do partido como José Sarney e Renan Calheiros teriam recebido esse valor das mãos de Machado.

Esse valor vem de propinas de contratos da estatal. A quantia mais expressiva foi destinada para o presidente do Senado, Renan Calheiros: R$30 milhões. Foi Renan o principal responsável pela nomeação de Machado para a Transpetro, subsidiária da Petrobras e maior empresa de transporte de combustível do país.

Machado disse também que abasteceu as contas dos senadores Edilson Lobão e Jader Barbalho, ambos do PMDB. As acusações são consideradas devastadoras para o governo de Michel Temer e seu partido.

O esquema funcionou durante todo o período que ele esteve à frente da Transpetro, de 2003 até o ano passado.

A estrutura de arrecadação de propina e lavagem de dinheiro seguiu os padrões tradicionais. Os recursos passavam por várias pessoas até chegar ao políticos mencionados por Machado. Em alguns casos, a propina foi entregue diretamente ao interessado. Machado deixou claro, ainda, que o dinheiro era para custear campanhas eleitorais e para pagar despesas pessoais. O ex-presidente da Transpetro disse que arrecadava e repassava a propina porque achava ser esta a missão dele, ou seja, garantir retorno financeiro ao grupo político responsável pela sustentação dele à frente da estatal.

Nas conversas gravadas por Machado, Renan, Jucá e Sarney aparecem discutindo meios de barrar as investigações da Operação Lava-Jato. Num dos diálogos, Renan defende mudança na lei para dificultar delações premiadas. Jucá fala no impeachment de Dilma Rousseff como uma forma de “estancar a sangria” da Lava-Jato. Sarney sugere a escalação dos advogados César Asfor Rocha, ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça, e Eduardo Ferrão para conversar com o ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).

Foto: Alice V/Democratize

Durou apenas uma semana o trabalho de Romero Jucá em frente ao Ministério do Planejamento. Sua nomeação foi feita diretamente pelo presidente Michel Temer, que nos bastidores articulou seu afastamento para afastar seu escândalo do governo interino.

De lá pra cá, pelo menos mais um ministro de Temer caiu: Fabiano Silveira, no Ministério da Transparência.

By Democratize on June 4, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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