Homem que portava a arma de fogo é abordado por manifestantes após se acalmar | Foto: Wagner Maia/Democratize

Em ato no Rio, servidor é flagrado puxando arma – e se fosse um Black Bloc?

A semana começa tensa no Rio de Janeiro e promete não ser diferente até o fim do ano. Os motivos para tantos protestos nesta reta final desse conturbado e às vezes emocionante ano, se dá devido ao Pacote de Medida, que a população vem chamando de “Pacote de Maldade” feito pelo governador Luiz Fernando Pezão, que acarreta em diversas medidas drásticas para que segundo o próprio governo tenha a intenção de sanar a grave crise financeira e política que o Estado vem sofrendo.

Essa hipótese, tem sido fortemente rechaçada pela população carioca e principalmente pelos servidores públicos, que alegam, uma investida do governo contra os servidores e uma maior abertura para iniciativa privada, devido aos constantes sucateamento dos setores públicos como educação saúde, segurança, entre outros.

O ano de 2016 tem sido marcado pelos diversos protestos na cidade do Rio, mas a atual conjuntura nos leva a pensar em questões mais complexas. Uma dessas é a participação de policiais militares, civis e bombeiros nos atuais protestos contra o governo do Estado.

Esses servidores que por muito tempo não participavam das manifestações, tem marcado presença constante o que leva a alguns confrontos com os próprios policiais que estão trabalhando, caso exímio foi o da semana passada quando a Alerj, virou um palco de “guerra”, com Caveirão no meio da pista, jato d’água nos manifestantes e muita bomba de efeito moral, além do gás de pimenta e prisões.

O último ato unificado dos servidores,  apesar de bem mais pacífico que o de semana passada, embora não menos conturbado, nos levou a pensar nessa relação tensa, onde manifestantes foram intimidados. Novamente recebemos denúncias dos estudantes secundaristas, nos dizendo que agentes de sistema prisional, que estavam na manifestação, tentaram arrumar intrigas com eles próximo a Alerj.

Em um artigo já publicado no Democratize: “Entre a sobrevivencia e o corporativismo militar como lutar diante da calamidade no Rio”, foram evidenciada algumas dessas tensões que ocorrem nos atos unificados, onde majoritariamente estão presentes agentes da segurança pública, e algumas dificuldades de se ombrear com esses servidores.

Foto: Kauê Pallone/Democratize
Foto: Kauê Pallone/Democratize

No entanto, para além dessa dificuldades, começamos a vislumbrar que diante de um  acirramento e cansaço natural nas lutas contra o pacote de maldades do Pezão, existe a possibilidade de que um simples participar de um ato, possa terminar em troca de tiros entre manifestantes/policias e policiais de serviço, ou mesmo entre manifestantes/policiais e manifestantes/policiais (ou bombeiros ou policiais civis que também andam armados).

Foi o que quase ocorreu no ato desta terça (22) dois homens, sendo um desses militar (não se sabe se era bombeiro, policial militar ou civil), puxou uma arma em direção a outro manifestante, depois de uma discussão. Foram momentos de tensão, pois, o homem que sacou a arma se fosse as vias de fato, poderia ter causado uma tragédia, tendo como saldo do ato, no mínimo um baleado ou uma pessoa assassinada em frente a Alerj. Isso sem contar que no calor do momento, poderiam haver balas perdidas, vitimando até mesmo pessoas inocentes.

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