Afastado após tentar criminalizar a jovem que sofreu abuso sexual de mais de 30 homens no Rio de Janeiro, o delegado Alessandro Thiers …

Delegado que tentou criminalizar a vítima do estupro coletivo será investigado

Delegado que tentou criminalizar a vítima do estupro coletivo será investigadoAfastado após tentar criminalizar a jovem que sofreu abuso sexual de mais de 30 homens no Rio de Janeiro, o delegado Alessandro Thiers …


Delegado que tentou criminalizar a vítima do estupro coletivo será investigado

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Afastado após tentar criminalizar a jovem que sofreu abuso sexual de mais de 30 homens no Rio de Janeiro, o delegado Alessandro Thiers é alvo de investigação do Ministério Público. Se condenado, o delegado pode pegar até 2 anos de prisão.


Por determinação do promotor Homero das Neves Filho, titular da 23ª Promotoria de Investigação Penal do Ministério Público, o delegado Alessandro Thiers será investigado por crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.

O caso ocorre após seu afastamento no caso do estupro coletivo sofrido por uma jovem no Rio de Janeiro, por pedido da advogada Eloisa Samy, que foi substituida por um defensor público posteriormente.

No documento expedido nesta quarta-feira, o promotor destacou que a conduta do delegado durante a investigação do estupro de uma adolescente foi amplamente noticiada pela imprensa e que, portanto, é “imperioso apurar os fatos”.

Recentemente, conversas divulgadas pelo jornal EXTRA mostram o delegado afastado conversando pelo WhatsApp com um amigo. Pelo aplicativo, Thiers afirma não ter ocorrido o estupro. Ele ainda vai além, afirmando que o número de 33 pessoas terem estuprado a jovem é apenas uma alusão a um funk: “Os 33 no vídeo foi alusão a um funk onde diz mais de 20 engravidou (sic), onde o autor do vídeo diz que engravidou mais de 30 em alusão ao funk para tirar onda de comedor”, escreveu o delegado.

Foi Thiers o responsável pelas investigações contra 23 ativistas políticos no Rio de Janeiro entre 2013 e 2014. Durante o processo, o filósofo anarquista Bakunin acabou “sendo envolvido” entre os responsáveis por casos de vandalismo em manifestações no estado.

Não por acaso, um dos alvos de Thiers na época foi a ativista Elisa Quadros (Sininho) e a advogada Eloisa Samy.

Em uma das conversas, o delegado chegou a citar que o caso de estupro coletivo teria sido uma invenção, e que tanto Sininho quanto Eloisa teriam influenciado a jovem.

By Democratize on June 2, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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