Das 25 empresas que obtiveram maior lucro em 2015 no Brasil, 8 são bancos. A crise parece não ter o menor efeito para essas corporações…

Crise? Bancos continuam com lucro recorde no Brasil

Crise? Bancos continuam com lucro recorde no BrasilDas 25 empresas que obtiveram maior lucro em 2015 no Brasil, 8 são bancos. A crise parece não ter o menor efeito para essas corporações…


Crise? Bancos continuam com lucro recorde no Brasil

Foto: Vinicius Monteiro/Guerrilha GRR

Das 25 empresas que obtiveram maior lucro em 2015 no Brasil, 8 são bancos. A crise parece não ter o menor efeito para essas corporações, que continuam com lucro recorde. Mas, e o bolso do trabalhador, como fica?

O ano de 2015 foi péssimo para o trabalhador brasileiro.

Tomando por base a média dos três primeiros trimestres deste ano, a taxa de desemprego prévia do Brasil em 2015 seria de 8,4%, superando as taxas médias registradas no mesmo período de 2014 (6,9%), 2013 (7,4%) e 2012 (7,5%).

A estimativa é que mais de 1 milhão de pessoas tenham perdido seu emprego só no ano passado.

Em Brasília, o trabalhador também foi o alvo da crise. O pacote de ajuste fiscal do governo Dilma Rousseff afetou diretamente o bolso e as condições de vida da população das classes C, D e E.

O corte orçamentário no programa Minha Casa Minha Vida foi parte desse plano de ajuste. Hoje, vai mais além. Estados como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná, vivem em situação de falência. Servidores públicos entraram em greve durante todo o ano de 2015, por conta dos cortes nos gastos e demissões. O Rio de Janeiro sofre extremamente com isso hoje: sem dinheiro para a Saúde e Educação, o estado governado por Pezão (PMDB) teve de pedir ajuda ao governo federal, que também vive uma situação financeira lastimável.

Os direitos trabalhistas foram afetados. O seguro-desemprego, conquista histórica da classe trabalhadora, foi afetado. Agora, apenas o empregado que for demitido sem justa causa após 12 meses de serviço conseguirá acesso ao direito — antes eram apenas 6 meses.

Mas parece que a situação vive bem tranquila para 25 grandes empresas no Brasil — sendo 8 delas bancos.

O Banco Itaú teve um lucro de R$23,35 bilhões em 2015. O registro é ainda maior do que no ano anterior, 2014, quando atingiu R$20,24 bilhões. O Bradesco segue o mesmo padrão. Em 2015 seu lucro foi de R$17,18 bilhões, mais de 2 bilhões acima do ano anterior.

Até mesmo o banco estatal, Banco do Brasil, conseguiu superar o lucro de 2014. Passou de R$11,24 bilhões para R$14,39 bi. O Santander, que foi atingido nos últimos anos pela crise financeira mundial, parece não ter nenhum efeito negativo no Brasil. Seus lucros passaram de R$2,16 bilhões em 2014 para R$6,99 bilhões no ano passado. A BTG Portugal, empresa que trabalha com finanças e seguros, teve uma variação de 67,25% na comparação com o ano anterior: R$3,36 bi para R$5,62 bi no ano passado.

Foto: Reprodução/Google

Ou seja: os bancos continuam lucrando, mesmo em tempos de crise — assim como seus maiores parceiros. Empresas como a TIM, BRF (Sadia), VIVO, Braskem e Ambev seguem a mesma tendência de crescimento durante tempos complicados na economia, conforme aponta reportagem da Revista Exame.

Enquanto isso, esperamos por mais um ano de 2016 turbulento na vida do trabalhador mediano brasileiro.

Mas a tendência de crescimento das empresas citadas na matéria continua — com Dilma, ou sem Dilma.

By Democratize on April 12, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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