Apoiadores do pré-candidato democrata defendem que sua candidatura oficial para a presidência dos Estados Unidos ocorra fora do Partido…

Contra os dois partidos, movimento por Bernie Sanders cresce nos Estados Unidos

Contra os dois partidos, movimento por Bernie Sanders cresce nos Estados UnidosApoiadores do pré-candidato democrata defendem que sua candidatura oficial para a presidência dos Estados Unidos ocorra fora do Partido…


Contra os dois partidos, movimento por Bernie Sanders cresce nos Estados Unidos

Foto: Daniel Maldonado

Apoiadores do pré-candidato democrata defendem que sua candidatura oficial para a presidência dos Estados Unidos ocorra fora do Partido Democrata — de forma independente. Tese ganha força após derrota nas primárias desta terça-feira (7).


O senador socialista até que tentou, mas parece não ter conseguido. Depois de uma disputa inicial acirrada, a máquina midiática e financeira da pré-candidata Hillary Clinton conseguiu passar por cima da campanha de Bernie Sanders, nesta terça-feira (7), com as últimas primárias em 6 estados.

O senador de Vermont conseguiu apenas 2 estados: Montana e North Dakota, somando a maioria dos delegados — 24 contra 15 de Clinton.

Mas em New Jersey, New Mexico, South Dakota e a tão esperada California não seguiram o socialista, com Clinton somando 357 delegados nestes estados, contra apenas 259 para Sanders.

No total, a ex-senadora conquistou 372 delegados nesta terça, contra 283 para o socialista.

Teoricamente, não se trata de uma diferença muita grande.

O problema é que são os últimos estados que tiveram votações para escolher o candidato oficial do Partido Democrata para as eleições presidenciais deste ano. Apesar de ainda faltar o Distrito de Columbia, este último representa apenas 20 delegados, com a votação marcada para o dia 14 deste mês.

Durante o ano, a ex-senadora de Nova York conquistou 2.184 delegados, enquanto Sanders contou com 1.797 — somando os de ontem. Uma diferença grande que se formos contar com os chamados “superdelegados” fica ainda maior.

Para Bernie, isso ocorreu por conta do mecanismo da máquina partidária dos Democratas que impossibilitou desde o começo a sua pré-candidatura.

Em vários estados, eleitores independentes foram impedidos de votar em Sanders por não serem necessariamente democratas. Em outros, Clinton conseguiu passar por cima da popularidade crescente do socialista com um massivo investimento em propaganda política, afirmando que apenas ela conseguiria dar andamento ao que será deixado pelo presidente Barack Obama, também do Partido Democrata.

Foto: Bernie Sanders 2016

Mas os eleitores e apoiadores do socialista de Vermont ainda não desistiram — e nem o próprio Bernie.

Antes apenas uma hipótese. Mas hoje uma realidade.

Pelo menos é o que dizem nos bastidores: Bernie Sanders pode tentar concorrer como candidato independente nas eleições presidenciais deste ano, caso sua pré-candidatura não consiga passar por cima de Clinton na Convenção do partido, que decidirá de forma definitiva qual será o candidato democrata nas eleições.

Os apoiadores de Hillary alegam que caso isso ocorra, o socialista acabaria “dando de mão beijada” a eleição para o republicano conservador Donald Trump.

Do outro lado, os eleitores de Sanders defendem que apenas o senador de Vermont representaria uma verdadeira mudança, e que tanto Hillary quanto Trump acabam representando a mesma classe política aliada dos banqueiros de Wall Street.

Nas redes sociais, os norte-americanos deixaram claro seu desejo de que o senador de Vermont não desista da presidência.

Nos Estados Unidos, é comum candidatos independentes disputando a presidência e cargos no Congresso ou nos estados contra políticos dos 2 partidos mais representativos do país — os Democratas e os Republicanos.

Na realidade, o sistema de dois partidos tem sido duramente criticado nos últimos anos pela sociedade norte-americana, por não representar mais de forma concreta os desejos e ansiedades dos trabalhadores.

Não por acaso, o crescimento de candidaturas internas que tentam ao máximo sair do comum e do padrão estabelecido por ambas as siglas — seja com Sanders ou com Trump, representando os “extremos” de cada lado.

Sem nenhuma ajuda dos “super PACS”, que são uma espécie de financiamento privado de campanha nos Estados Unidos, o socialista de Vermont angariou mais de 30 milhões de dólares desde o começo do ano, com financiamento coletivo que partiu dos seus próprios eleitores.

E desta forma ele pretende continuar como independente — pelo menos é o desejo dos seus apoiadores.

Querendo ou não, os “favoritos” para presidente nos Estados Unidos ainda não foi definido. Reviravoltas e surpresas aguardam os eleitores norte-americanos neste ano.

By Democratize on June 8, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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