O empresário Renan Santos, um dos coordenadores do Movimento Brasil Livre, é réu em pelo menos 16 ações cíveis e mais 45 processos…

Contra a corrupção? Líder de movimento anti-Dilma sofre mais de 60 processos

Contra a corrupção? Líder de movimento anti-Dilma sofre mais de 60 processosO empresário Renan Santos, um dos coordenadores do Movimento Brasil Livre, é réu em pelo menos 16 ações cíveis e mais 45 processos…


Contra a corrupção? Líder de movimento anti-Dilma sofre mais de 60 processos

Foto: Felipe Malavasi/Democratize

O empresário Renan Santos, um dos coordenadores do Movimento Brasil Livre, é réu em pelo menos 16 ações cíveis e mais 45 processos trabalhistas. Seu grupo político defende a privatização do Sistema Único de Saúde e limitações em leis trabalhistas para favorecer o mercado.

Não são dias bons para os movimentos pelo o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Além da decisão do deputado e presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP), de anular a sessão que votou pelo impeachment da presidenta no dia 17 de abril, notícias e reportagens sobre líderes dos grupos de rua que lideraram os protestos contra Dilma também estão causando pequenos terremotos.

O Movimento Brasil Livre, “célula de atuação” da ONG norte-americana Students for Liberty no Brasil, é o foco da vez.

Tudo por conta de um dos seus líderes, Renan Santos, estar envolvido em diversas complicações na Justiça.

As acusações incluem fechamento fraudulento de empresas, dívidas fiscais, fraude contra credores, calote em pagamento de dívidas trabalhistas e ações de danos morais. O total disso tudo chega a R$4,9 milhões, segundo reportagem do UOL.

Para piorar, o movimento sofre atualmente uma ação de despejo de sua sede nacional, localizada em um prédio no Centro de São Paulo, por se recusar a deixar o imóvel mais de um ano após o pedido de devolução por parte de seu proprietário. Não por acaso, o imóvel e o aluguel estão em nome da irmã de Renan.

Foto: Alice V/Democratize

Conforme publicado pelo Democratize neste ano, o Movimento Brasil Livre nasceu de uma ideia de membros da organização Estudantes pela Liberdade, que recebe verbas de sua sede internacional nos Estados Unidos, a Students for Liberty.

Veja abaixo as palavras do diretor executivo do Estudantes pela Liberdade sobre o MBL:

“Quando teve os protestos em 2013 pelo Passe Livre, vários membros do Estudantes pela Liberdade queriam participar, só que, como a gente recebe recursos de organizações como a Atlas e a Students for Liberty, por uma questão de imposto de renda lá, eles não podem desenvolver atividades políticas. Então a gente falou: ‘Os membros do EPL podem participar como pessoas físicas, mas não como organização para evitar problemas. Aí a gente resolveu criar uma marca, não era uma organização, era só uma marca para a gente se vender nas manifestações como Movimento Brasil Livre. Então juntou eu, Fábio [Ostermann], juntou o Felipe França, que é de Recife e São Paulo, mais umas quatro, cinco pessoas, criamos o logo, a campanha de Facebook. E aí acabaram as manifestações, acabou o projeto. E a gente estava procurando alguém para assumir, já tinha mais de 10 mil likes na página, panfletos. E aí a gente encontrou o Kim [Kataguiri] e o Renan [Haas], que afinal deram uma guinada incrível no movimento com as passeatas contra a Dilma e coisas do tipo. Inclusive, o Kim é membro da EPL, então ele foi treinado pela EPL também. E boa parte dos organizadores locais são membros do EPL. Eles atuam como integrantes do Movimento Brasil Livre, mas foram treinados pela gente, em cursos de liderança. O Kim, inclusive, vai participar agora de um torneio de pôquer filantrópico que o Students For Liberty organiza em Nova York para arrecadar recursos. Ele vai ser um palestrante. E também na conferência internacional em fevereiro, ele vai ser palestrante”

Mas mesmo assim, o Movimento Brasil Livre ainda pede por doações em suas páginas nas redes sociais.

Vários episódios sobre a questão financeira do grupo já causaram polêmica.

Em um deles, a conta utilizada para doações ao movimento estava em nome de outro líder do grupo, Kim Kataguiri. Em outro caso, pessoas que doavam ao Movimento Brasil Livre exigiram maior “transparência” do grupo sobre os valores e quem direcionava dinheiro para o grupo. A resposta foi considerada insuficiente: em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, em sabatina com a presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), Kataguiri afirmou que não existe maior transparência para “garantir a segurança de quem financia o movimento”, já que, segundo ele, “existe um grande risco de grupos petistas atacarem essas pessoas”.

By Democratize on May 9, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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