Parece que depois da Câmara dos Deputados aprovar o impeachment da presidenta Dilma Rousseff no último domingo (17), a corrupção acabou…

Com tempo livre, MBL faz campanha contra a hashtag #BelaRecatadaeDoLar

Com tempo livre, MBL faz campanha contra a hashtag #BelaRecatadaeDoLarParece que depois da Câmara dos Deputados aprovar o impeachment da presidenta Dilma Rousseff no último domingo (17), a corrupção acabou…


Com tempo livre, MBL faz campanha contra a hashtag #BelaRecatadaeDoLar

Foto: Felipe Malavasi/Democratize

Parece que depois da Câmara dos Deputados aprovar o impeachment da presidenta Dilma Rousseff no último domingo (17), a corrupção acabou. Pelo menos é o clima em um dos movimentos de rua pró-impeachment, o MBL. Com tempo livre, sobrou até pra campanha feminista #BelaRecatadaeDoLar.

O clima nos movimentos de rua que colocaram milhões de pessoas nas ruas desde o ano passado é de vitória. Depois do último domingo (17), com a votação do impeachment avançando pela Câmara dos Deputados, parece que todos conseguiram o que queriam — o fim da corrupção.

Prova disso é que o Movimento Brasil Livre, célula do Students for Liberty no Brasil, já achou um novo inimigo (nem que seja apenas só nesta semana): a campanha feminista contra a reportagem da revista VEJA sobre Marcela Temer, esposa do vice-presidente Michel Temer (PMDB).

Com hashtag “Bela, Recatada e do Lar”, as mulheres estão respondendo de forma viral a reportagem que retrata a vida cotidiana de Marcela Temer.

Logo no primeiro parágrafo da reportagem da VEJA, a revista afirma que Marcela “é uma mulher de sorte” por ter como marido o vice-presidente, que continua lhe dando “provas de que a paixão não arrefeceu com o tempo nem com a convulsão política que vive o país”. Em outro parágrafo, a revista minimiza a importância de Marcela a colocando como “braço direito de Temer” — ou seja, apenas um apoio para o seu marido: “Está constantemente de olho nas redes sociais e mantém o marido informado sobre a temperatura ambiente”.

Entre vários clichês, a reportagem acabou virando motivo de chacota internacional. Jornais estrangeiros comentaram o caso, citando a campanha inicializada nas redes sociais em resposta ao artigo.

Mas parece que com o “fim da corrupção” agora sobra tempo ao Movimento Brasil Livre.

Em um texto com título “O que há de errado com o ‘bela, recatada e do lar’?”, o MBL mostra a que veio — disputar protagonismos e ridicularizar ao máximo qualquer campanha que venha de setores da esquerda da sociedade, mesmo que não faça sentido tal oposição.

Escrito por Paloma Oliva, integrante do grupo, o texto compara a reação das mulheres nas redes sociais com “recreio de quinta série”: “Falo do recreio da quinta série simplesmente por não conseguir encontrar outro grupo que se identifique melhor com os “problematizadores” do que um bocado de crianças naquela idade crítica em que acreditam saber de tudo”, escreve.

A integrante do MBL ainda confunde o sentido da mobilização, ao afirmar que a campanha entrou no clima do “contra o Golpe”, apenas por se tratar da esposa do vice-presidente. No final das contas, foi a própria autora do texto que minimizou a figura de Marcela Temer — assim como fez a revista VEJA, já que todas as postagens com a hashtag deixam bem claro que o verdadeiro “alvo” não é Marcela, e sim a forma machista como a reportagem foi escrita pela VEJA.

By Democratize on April 22, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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