Foto: Wagner Maia/Democratize

Com salários atrasados, trabalhadores são reprimidos por PMs que também não recebem em dia

Sinal dos tempos: ato convocado por centrais sindicais contra o programa de austeridade do governo Temer e Pezão foi duramente reprimido no Rio de Janeiro. Mais de 30 mil pessoas participaram do protesto. Um fotógrafo foi agredido e levado preso.

Na última sexta-feira, (11), aproximadamente 30 mil pessoas gritaram contra as medidas de austeridade fiscal imposta pelo presidente ilegítimo Michel Temer e seguida a risca pelo governador Pezão/Dornelles do combalido Estado do Rio de Janeiro. O ato puxado por centrais sindicais e por diversos movimentos sociais se concentrou na Candelária e caminhou em paz até a frente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), mas a ‘Casa do Povo’ como também é conhecida, pretendia uma recepção calorosa com muitas grades e policiais.

Após manifestantes acenderem uma fogueira com papeis, os policiais desceram determinados a apagar o incêndio de brasas, com muitas bombas e spray de pimenta nos olhos dos trabalhadores cariocas. A primeira categoria vítima de prisão foi um fotógrafo que registrava o ato, talvez o seu crime tenha sido a coragem de levantar a câmera diante da tamanha irracionalidade da situação que se encontra o Rio de Janeiro.

A partir daí aconteceram diversas situações, cameraman levando spray de pimenta no rosto, manifestante preso por pronunciar palavrões e a polícia correndo atrás de manifestantes que lutam contra a redução de investimentos na área de educação e saúde, e também para sobreviver, pois para classe trabalhadora, restou pagar a conta da crise, perdendo direitos trabalhistas e sofrendo arrocho salarial.

Com quase R$ 140 bilhões de isenções fiscais, entre 2007 e 2015, segundo dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o governo parece só se preocupar com arrecadação quando o assunto é pagar os salários dos servidores do Estado do Rio de Janeiro.

Foto: Wagner Maia/Democratize
Foto: Wagner Maia/Democratize

Protestos ocorreram também em São Paulo

Em São Paulo, dezenas de milhares de pessoas também participaram do ato, convocado por centrais sindicais, movimentos sociais e estudantis.

O ato, que começou na Avenida Paulista, terminou na região do centro da capital. Diferente do Rio de Janeiro, não houve incidentes entre manifestantes e policiais.

Porém, estudantes secundaristas levaram cartazes criticando as direções dos sindicatos e dos movimentos sociais, por criminalizar movimentos autônomos e anarquistas, como por exemplo o grupo de manifestantes adeptos da tática Black Bloc, que geralmente costumam ser expulsos dos atos em São Paulo pelos sindicalistas.

Foto: Felipe Malavasi/Democratize
Foto: Felipe Malavasi/Democratize

Mais cedo, manifestantes já haviam fechado estradas e rodovias ao redor do país, inclusive São Paulo. Tratou-se de uma ação coordenada por sindicatos e movimentos sociais que se posicionam contra a PEC 55/241, que pretende congelar os gastos sociais do governo federal com Educação e Saúde por pelo menos 20 anos. A matéria já foi aprovada na Câmara dos Deputados, e segue para segunda votação no Senado Federal.

Manifestações também ocorreram em outras capitais, como Belo Horizonte, Porto Alegre, entre outras.

Veja o vídeo do momento da agressão ao fotógrafo no Rio de Janeiro, com imagens de Kauê Pallone para a Agência Democratize:

Protesto Contra Austeridade Tem Repressão No Rio

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