Pelo menos três pessoas foram presas pela Polícia Militar ainda na Avenida Paulista, quando o protesto começava a caminhar em direção ao…

Com mais de 60 mil, protesto contra Temer é marcado por prisões arbitrárias

Com mais de 60 mil, protesto contra Temer é marcado por prisões arbitráriasPelo menos três pessoas foram presas pela Polícia Militar ainda na Avenida Paulista, quando o protesto começava a caminhar em direção ao…


Com mais de 60 mil, protesto contra Temer é marcado por prisões arbitrárias

Foto: Gustavo Oliveira/Democratize

Pelo menos três pessoas foram presas pela Polícia Militar ainda na Avenida Paulista, quando o protesto começava a caminhar em direção ao Ibirapuera. Com mais de 60 mil pessoas, manifestação contra o presidente Michel Temer (PMDB) terminou de forma pacífica.


A manifestação deste domingo (11) tinha tudo para não ter qualquer forma de confronto entre a Polícia Militar e os manifestantes.

Mas não foi o que aconteceu.

Mesmo após uma semana de tentativas bem-sucedidas de “pacificação” dos protestos contra o presidente Michel Temer (PMDB), tanto por parte da organização e dos movimentos sociais quanto de artistas e lideranças, o que marcou o protesto deste domingo em São Paulo foram as prisões arbitrárias realizadas pela Polícia Militar.

O ato convocado pela Frente Povo Sem Medo já reunia cerca de 60 mil pessoas na Avenida Paulista, quando policiais resolveram abordar um grupo de jovens que preparavam uma intervenção artística no ato. Segundo a PM, ao revistar as bolsas dos estudantes, foi encontrado um soco inglês — motivo que os policiais acharam o suficiente para conduzir a prisão de pelo menos dois jovens, incluindo uma menina menor de idade.

A reação dos manifestantes ao ver tal ação policial foi imediata. Para conseguir efetuar as prisões, policiais tiveram de dispersar o grupo em torno dos jovens com spray de pimenta. O nosso repórter, Victor Amatucci, acabou sendo atingido por um dos policiais.

Além dos 2 estudantes, um fotógrafo também foi detido. Todos foram encaminhados para o 78DP — até o momento, os jovens foram soltos, porém o fotógrafo continua preso.

Fotos: Gustavo Oliveira/Democratize

Durante a confusão, um dos militantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) ainda acabou sendo agredido por policiais, sendo socorrido por colegas.

Uma jovem estudante, que fazia parte do grupo dos dois detidos, relatou que os policiais ainda roubaram seu RG.

Sem mencionar o abuso policial contra os demais manifestantes, que questionavam a ação policial e acabaram sendo alvo de spray de pimenta — como é o caso da mulher no vídeo acima.

Mesmo após as prisões e agressões, a manifestação seguiu de forma pacífica.

Durante o trajeto na Avenida Paulista, dezenas de pessoas que faziam parte de um acampamento pró-intervenção militar ainda começaram a provocar os manifestantes anti-Temer que ocupavam a avenida. Houve troca de socos e pontapés, além de ameaças. Apesar do policiamento ter sido forte durante toda a manifestação, nenhum policial tentou impedir ou separar os dois grupos na tentativa de evitar algo pior. Pelo contrário: em outros casos, quando haviam manifestações pró-impeachment de Dilma Rousseff na Paulista, a Secretaria de Segurança Pública e a Polícia Militar solicitavam que não fosse realizado qualquer tipo de protesto de outra vertente política e ideológica. O mesmo não foi adotado neste domingo.

Antes de toda essa confusão, a manifestação ainda contou com discursos no carro de som, como o dos candidatos Fernando Haddad (PT) e Luiza Erundina (PSOL), que falaram sobre a necessidade de uma unidade de esquerda contra o atual governo Temer.

O senador petista Lindberg Farias também esteve na manifestação, junto ao ex-senador Eduardo Suplicy. Lindberg contou para a nossa reportagem sobre uma representação que organizações estrangeiras de Direitos Humanos estão realizando contra a ação violenta da Polícia Militar nos protestos contra Michel Temer.

Fotos: Gustavo Oliveira/DemocratizeFotos: Wesley Passos/Democratize

O protesto com mais de 60 mil pessoas desceu a Avenida Brigadeiro, no final da tarde deste domingo.

Durante todo o trajeto, um forte esquema policial foi montado para impedir que a manifestação tentasse desviar do acordo estabelecido entre organizadores e Polícia Militar.

Porém, antes de chegar no Monumento às Bandeiras, na região do Ibirapuera, o clima de tensão voltou quando policiais resolveram impedir a continuidade do ato, passando a negociar novamente com as lideranças e representantes dos movimentos organizadores.

Foto: Gustavo Oliveira/Democratize

Após alguns minutos, o ato conseguiu caminhar novamente, terminando em frente ao Monumento às Bandeiras, que foi totalmente ocupado pelos manifestantes.

Antes de dispersar o ato, ainda aconteceram apresentações musicais dos artistas da banda Teatro Mágico, além da cantora Tiê.

A próxima manifestação em São Paulo ficou marcada para o domingo, dia 18 de setembro.

Foto: Gustavo Oliveira/Democratize

By Democratize on September 12, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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