Cerca de 7 mil manifestantes participavam do protesto contra o aumento da tarifa em São Paulo, quando a PM atacou a manifestação na Praça…

Com gritos de “sem violência”, PM reprime manifestação do Passe Livre

Com gritos de “sem violência”, PM reprime manifestação do Passe LivreCerca de 7 mil manifestantes participavam do protesto contra o aumento da tarifa em São Paulo, quando a PM atacou a manifestação na Praça…


Com gritos de “sem violência”, PM reprime manifestação do Passe Livre

Foto: Felipe Malavasi/Democratize

Cerca de 7 mil manifestantes participavam do protesto contra o aumento da tarifa em São Paulo, quando a PM atacou a manifestação na Praça da República. A Secretaria de Segurança Pública não queria que o ato caminhasse até a ALESP, Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Várias pessoas ficaram feridas, inclusive um jornalista.

Em mais uma manifestação convocada pelo MPL contra o aumento das passagens em São Paulo, não faltou clima de tensão e repressão da Polícia Militar.

A situação já era tensa desde a concentração: a PM fechou o acesso ao Terminal Parque Dom Pedro II, temendo que os próprios manifestantes tentassem fazer isso. Só não esperavam que os trabalhadores que tentavam acessar o terminal ficassem revoltados com a situação. Alguns, ilhados e sem poder voltar pra casa, acabaram aderindo ao protesto.

Enquanto isso, a Secretaria de Segurança Pública do estado havia soltado nota oficial afirmando que não permitiria que a manifestação de hoje seguisse o trajeto divulgado pelo MPL horas antes, por conta de uma manifestação feita por motoristas de vans escolares na região do Centro.

Também não esperavam que o MPL fosse negociar com os motoristas de vans, que encerraram a manifestação deles para que o ato contra o aumento das passagens pudesse caminhar seu trajeto original.

Foto: Felipe Malavasi/Democratize

Mesmo assim, os policiais que comandavam a operação não permitiram que a manifestação seguisse o trajeto para a ALESP — Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Mostrando que tratava-se de uma decisão política de manter a assembleia fora de acesso aos manifestantes, e não logística como anteriormente divulgado pela SSP.

Após uma hora e meia de concentração, os manifestantes realizaram uma assembleia interna para decidir qual seria o trajeto. A PM defendia que a manifestação acabasse na região da Praça da República — opção logo descartada pela enorme maioria dos manifestantes. Logo então, a alternativa escolhida pelos próprios manifestantes foi de seguir o seu trajeto original.

Os primeiros momentos da manifestação enquanto caminhava era de completa tensão: ninguém sabia qual seria a atitude da Polícia Militar, e quando eles enfim atacariam.

Foto: Fernando DK/Democratize

Uma bomba acabou explodindo durante o trajeto, atirada por um policial que alegava ter recebido uma pedrada que teria partido de um dos manifestantes. Mesmo assim, o MPL conseguiu controlar o caso e seguir com a manifestação sem qualquer dispersão.

Quando chegou na região da prefeitura, mais clima de tensão. A cada 5 minutos policiais faziam uma linha com escudos para impedir o ato de avançar. E foi assim até a região da Praça da República.

Lá, mais um jogral foi feito pelo Movimento Passe Livre, reafirmando o direito constitucional de livre manifestação política, e que não permitira que o governo estadual ditasse qual seria o trajeto da manifestação, e sim a própria população presente.

Foram cerca de dez minutos de tensão até que, após uma tentativa de furo no bloqueio policial, bombas de efeito moral foram atiradas pela linha da PM contra os manifestantes desarmados. Menos de dois minutos disso, gritos de “sem violência” ecoavam sobre a região do Centro, tomada por mais de 7 mil pessoas.

Em menos de um minuto, dezenas de bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo foram atiradas pela polícia. Uma delas, atingiu gravemente um fotojornalista da TV Drone, gerando queimaduras em toda a sua perna esquerda.

Ali começou uma verdadeira caça aos manifestantes pela polícia, que ignoravam o fato do ato já ter dispersado. Um manifestante ficou gravemente ferido após um tiro de bala de borracha atingir o seu rosto. Uma jornalista da Folha de S. Paulo foi perseguida por policiais que, mesmo após apresentar seu crachá, acabou sendo revistada em frente a sede do jornal, ficando de joelhos junto com demais manifestantes que estavam sendo “caçados” pela polícia.

A Anistia Internacional já declarou sua preocupação com a violência policial ocorrida nesta noite em São Paulo. Até o momento, o secretário de Segurança Pública do estado, Alexandre de Moraes, não se pronunciou.

Fotos: Wesley Passos/Democratize

By Democratize on January 22, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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