Pouco mais de um mês após uma série de manifestações em São Paulo contra o aumento das passagens de transporte público, o Movimento Passe…

Com “Festival Pula Catraca”, MPL reúne centenas contra o aumento

Com “Festival Pula Catraca”, MPL reúne centenas contra o aumentoPouco mais de um mês após uma série de manifestações em São Paulo contra o aumento das passagens de transporte público, o Movimento Passe…


Com “Festival Pula Catraca”, MPL reúne centenas contra o aumento

Foto: Alice V/Democratize

Pouco mais de um mês após uma série de manifestações em São Paulo contra o aumento das passagens de transporte público, o Movimento Passe Livre organizou nesta quinta-feira (25) o “Festival Pula Catraca”, onde artistas como Kiko Dinucci e Luana Hansen demonstraram apoio ao movimento na luta contra o aumento.

E o Movimento Passe Livre, mais uma vez, resolveu mudar de estratégia. Ao contrário do que se esperava, não aconteceu a “grande manifestação” esperada pelo movimento na virada de tarde desta quinta-feira (25), conforme havia sido prometido pelo MPL na última manifestação contra o aumento em janeiro.

Com pouca adesão, decidiram então convidar artistas e músicos que apoiam a luta do movimento para o “Festival Pula Catraca”, em frente ao Teatro Municipal.

Kiko Dinucci e Luana Hansen marcaram presença, junto com cerca de 300 pessoas que atenderam ao chamado do MPL.

Pouco foi dito sobre a possibilidade de dar continuidade aos protestos contra o aumento da tarifa para R$3,80 no transporte público. Apesar do sucesso das manifestações em conjunto com ações da Justiça de Goiânia e Porto Alegre, onde o aumento foi barrado recentemente, a cidade de São Paulo parece não ter o mesmo destino.

Foto: Alice V/Democratize

E não foi por falta de manifestações. Em janeiro foram diversos atos desde o dia 8. O movimento acusa o governo do Estado de utilizar da repressão policial e política para esvaziar as manifestações, além de querer ditar o percurso, seguindo parágrafos completamente de duplo sentido da Constituição Federal.

A luta contra o aumento em São Paulo neste ano chegou até a preocupar a presidenta Dilma Rousseff, após o segundo ato no dia 12 de janeiro, onde a PM utilizou de brutal repressão contra os manifestantes pacíficos, repercutindo nacionalmente. Porém, de lá pra cá, muitas pautas parecem ocupar o lugar que era até então da luta contra o aumento: a máfia das merendas na ALESP, a reorganização silenciosa nas escolas pelo governador Geraldo Alckmin, e mais recentemente a questão do pré-sal e da lei anti-terrorismo, que coloca em risco as manifestações públicas.

Resta saber qual será o futuro da mobilização em São Paulo, já que outras capitais já conseguiram travar o aumento neste ano.

Veja mais fotos, por Alice V para o Democratize:

By Democratize on February 26, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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