Segundo pesquisa realizada pela Agência Democratize na última semana, desejo por novas eleições gerais cresceu nos últimos 10 dias, diante…

Com avanço do impeachment, maioria passa a apoiar novas eleições gerais, aponta pesquisa

Com avanço do impeachment, maioria passa a apoiar novas eleições gerais, aponta pesquisaSegundo pesquisa realizada pela Agência Democratize na última semana, desejo por novas eleições gerais cresceu nos últimos 10 dias, diante…


Com avanço do impeachment, maioria passa a apoiar novas eleições gerais, aponta pesquisa

Foto: Francisco Toledo/Democratize

Segundo pesquisa realizada pela Agência Democratize na última semana, desejo por novas eleições gerais cresceu nos últimos 10 dias, diante do avanço do impeachment no Congresso. Antes apenas 27% apoiavam essa ideia, passando hoje para 49,6%.

No dia 5 deste mês, o Democratize divulgou uma pesquisa feita com seus leitores sobre qual caminho o Brasil deveria seguir diante da crise, utilizando as três bandeiras defendidas por grupos diferentes nos últimos meses. As opções eram: continuidade do governo Dilma; impeachment ou eleições gerais, para todos os cargos.

Segundo o resultado, cerca de 67,2% aprovavam a continuidade do governo Dilma Rousseff no Planalto, enquanto apenas 27% defendiam novas eleições gerais. Veja abaixo.

Gráfico: Democratize

Hoje, com o impeachment batendo na porta do Planalto, a situação mudou.

Nos últimos dias, o governo perdeu o controle de alguns partidos da base aliada, como o PSD e o PR, que acabaram declarando voto oficialmente pela saída da presidenta Dilma Rousseff.

Segundo o ‘Mapa do Impeachment’ publicado em tempo real pelo jornal Folha de S. Paulo, cerca de 338 se demonstraram a favor da saída de Dilma da presidência, enquanto apenas 123 contra. Em teoria, a oposição precisa de apenas mais 4 votos para conseguir sua vitória.

Vários quadros governistas importantes já admitem uma derrota no domingo, dia 17, quando a Câmara dos Deputados deve votar pelo impeachment da presidenta.

Diante de tal cenário, o posicionamento sobre novas eleições gerais também mudou nos últimos 10 dias. Veja o gráfico:

Gráfico: Democratize

Cerca de 38,1% não apoiam a proposta de novas eleições neste ano porque a consideram anti-democrática, e preferem que a presidenta Dilma dê continuidade ao seu mandato. Apesar disso, cerca de 34,2% afirmam que apoiam novas eleições porque tanto a presidência quanto o Congresso não representam a população brasileira, além de outros 15,4% acreditarem em novas eleições gerais por ser a única saída possível para barrar o golpe do impeachment. Somados, dão cerca de 49,6% a favor de novas eleições gerais.

Já outros 2,8% são contra novas eleições neste ano pois consideram que o impeachment é a via a ser seguida, enquanto 9,5% preferem outras alternativas.

A “virada” por novas eleições surge por conta exatamente desses 15,4%, que anteriormente defendiam apenas a continuidade do governo Dilma, mas hoje considera improvável a derrota do impeachment na Câmara dos Deputados. Temendo por um governo liderado por Michel Temer, acreditam que a única solução viável e com aceitação popular para ocorrer seria novas eleições ainda neste ano, para todos os cargos.

Foto: Francisco Toledo/Democratize

A proposta por novas eleições gerais é defendida por alguns setores da esquerda, vistos como “mais radicais” pela base governista. Oficialmente, o PSTU é o único partido a defender amplamente a realização de uma nova votação para todos os cargos. Alguns setores do PSOL, como o MES e o CST, de Luciana Genro e Babá, também defendem a realização de novas eleições. Porém, a presidência do partido e outros grupos com maior representatividade, já barraram essa proposta. Recentemente, os administradores da página oficial do PSOL foram acusados de censura contra militantes do próprio partido em postagens no Facebook.

Sindicatos como o CSP-Conlutas também defendem essa pauta.

Já a Rede, partido da ex-presidenciável Marina Silva, preferiu optar pela espera do julgamento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre a chapa Dilma/Temer. Ela acredita que com a cassação de ambos, é possível a realização de uma nova eleição para presidente — não interferindo no atual Congresso.

By Democratize on April 15, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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