Manifestantes foram até o Ministério Público no Rio de Janeiro exigir a liberdade de Rafael Braga, preso durante os protestos de junho de…

Com apoio de ativistas do BlackLivesMatter, manifestantes pedem liberdade para Rafael Braga

Com apoio de ativistas do BlackLivesMatter, manifestantes pedem liberdade para Rafael BragaManifestantes foram até o Ministério Público no Rio de Janeiro exigir a liberdade de Rafael Braga, preso durante os protestos de junho de…


Com apoio de ativistas do BlackLivesMatter, manifestantes pedem liberdade para Rafael Braga

Foto: Kaue Pallone/Democratize

Manifestantes foram até o Ministério Público no Rio de Janeiro exigir a liberdade de Rafael Braga, preso durante os protestos de junho de 2013 por “portar Pinho Sol”. O ato contou com o apoio de membros do grupo norte-americano BlackLivesMatter, que visita o Rio de Janeiro.


Mesmo com a presença de poucos manifestantes, a Polícia Militar se mobilizou em efetivo para acompanhar um pequeno protesto em frente ao prédio do Ministério Público no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (20).

Pelo menos três viaturas, um ônibus e várias motos foram utilizadas pela PM para “garantir a segurança” dos funcionários do prédio.

O ato, marcado por grupos e ONGs de direitos humanos, exigia a liberdade de Rafael Braga, preso durante um protesto no Rio de Janeiro em 2013, por ter em sua mochila uma garrafa de desinfetante Pinho Sol.

Além da presença de organizações como as Mães de Maio, o ato contou com o apoio inusitado de ativistas do movimento BlackLivesMatter, dos Estados Unidos, que ficou reconhecido internacionalmente após protestos em 2014 por conta da violência policial contra negros, causando a morte de várias pessoas, como o caso de Mike Brown e a revolta em cidades como Ferguson e Baltimore.

A vinda do grupo norte-americano ocorre dias antes do começo dos Jogos Olímpicos, conforme noticiado pelo Democratize. A visita tem como objetivo ouvir relatos sobre a violência policial contra a comunidade negra e periférica no Rio e no resto do país, além de denunciar o racismo institucional em governos do Ocidente.

Foto: Kaue Pallone/Democratize

Desde dezembro do ano passado, Braga cumpria sua pena em regime aberto, utilizando uma tornozeleira eletrônica. Foi preso novamente neste ano, por policiais militares da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da comunidade Vila Cruzeiro, na Penha, zona norte do Rio, onde vive com sua família. O catador de latas foi abordado enquanto caminhava até uma padaria, quando cinco PMs o abordaram com violência na rua.

“Ameaçaram-no de estupro, dizendo ‘fala se não a gente vai te comer!’, e que iam ‘dar porrada’, matá-lo, que iam ‘jogar arma e droga na conta’ dele”, disse Lucas Sada, advogado responsável pelo caso, do Instituto de Defensores de Direitos Humanos (DDH), para a Ponte Jornalismo.

A polícia utilizou o argumento de Braga ter em sua posse cerca de 0,6g de maconha, 9,3 de cocaína e um rojão — elementos considerados forjados pela defesa.

Entenda sobre o caso de Rafael Braga:

By Democratize on July 21, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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