Nesta segunda-feira, foi encerrada a Virada Ocupação com apresentação de vários artistas na E.E. Brigadeiro Gavião Peixoto, em Perus. Com a…

Com apoio de artistas, escolas ocupadas já fazem história

Com apoio de artistas, escolas ocupadas já fazem históriaNesta segunda-feira, foi encerrada a Virada Ocupação com apresentação de vários artistas na E.E. Brigadeiro Gavião Peixoto, em Perus. Com a…


Com apoio de artistas, escolas ocupadas já fazem história

Foto: Reinaldo Meneguim/Democratize

Nesta segunda-feira, foi encerrada a Virada Ocupação com apresentação de vários artistas na E.E. Brigadeiro Gavião Peixoto, em Perus. Com a presença de ícones como Paulo Miklos (Titãs), Pitty, Chico Cesar e de bandas como Fresno, o sentimento de vitória e de que ali todos fizeram história já é realidade.

A TV Globo ficou do lado de fora do portão, mas o Democratize conseguiu entrar na última escola que contou com diversas apresentações nesta Virada Ocupação, evento realizado com o objetivo de levar shows e apresentações para dentro de algumas escolas ocupadas em São Paulo, demonstrando o apoio da classe artística com o movimento secundarista.

Tudo rolou na E.E. Brigadeiro Gavião Peixoto, na região de Perus, nesta segunda-feira.

A virada começou um dia antes, no domingo, movimentando mais de 5 mil pessoas nas diversas escolas ocupadas ao redor de São Paulo, com shows e apresentações de artistas como Criolo e Tico Santa Cruz, nobres defensores da causa dos secundaristas antes mesmo do governador Geraldo Alckmin decretar a suspensão/adiamento do projeto.

Já na segunda, artistas como Pitty, Paulo Miklos, Tiago Iorc, Fresno e Chico Cesar participaram das apresentações na Gavião Peixoto.

Rede Globo só do lado de fora | Foto: Reinaldo Meneguim/Democratize

Do lado de dentro da Gavião Peixoto, alunos já começavam a cuidar dos preparativos para as apresentações desde cedo. Da limpeza com vassoura até cuidados com equipamentos, tudo foi feito pelos próprios estudantes como também por produtores independentes, que decidiram participar do evento de forma voluntária — assim como os próprios artistas.

Com os shows, veio mais apoio. A roqueira Pitty citou a importância de garotas terem composto a linha de frente das ocupações — como é o caso da própria Gavião Peixoto, onde uma das alunas com mais participação nas decisões da ocupação é a Vanessa. E não só nas escolas ocupadas como também nos protestos e trancaços feitos pelos secundaristas na última semana.

E com a roqueira baiana, o vocalista do Titãs, Paulo Miklos, cantou a música Polícia, em referência aos abusos cometidos pela PM contra os estudantes durante a mobilização — mais de 20 alunos foram detidos desde o começo das ocupações e dos protestos, com professores e secundaristas feridos, além da criminalização e intimidação feita pela corporação contra as ocupações.

Fotos: Reinaldo Meneguim/Democratize

Além dos dois, o dia também contou com apresentações da banda de rock Fresno, Chico Cesar, Vespas Mandarinas, Tiago Iorc, e outros.

A participação desses artistas em um movimento totalmente espontâneo protagonizado pela juventude em São Paulo é mais uma demonstração de que os últimos dias ficarão para a história.

Foram poucas as vezes em que a classe artística vestiu de forma tão objetiva a camisa de uma mobilização como a feita pelos secundaristas. Mesmo em junho de 2013, quando protestos tomaram conta de todo o país, não houve uma participação tão ativa assim.

Por exemplo: algumas semanas atrás, o roqueiro Tico Santa Cruz já visitava uma escola ocupada em São Paulo, a E.E. Caetano de Campos, na Aclimação. Lá, conversou com alunos e declarou seu apoio. Pouco antes, o próprio Chico Cesar também esteve presente na E.E. Fernão Dias Paes, onde conversou com estudantes e fez uma breve apresentação. Atores como Pascoal da Conceição e Sérgio Mamberti, ambos parte do elenco do clássico Castelo Ra-Tim-Bum, demonstraram apoio em ocupações diferentes — Pascoal na Fernão Dias Paes, e Mamberti na E.E. Maria José, após uma frustrada tentativa de invasão por parte da direção da escola com policiais militares.

A luta dos secundaristas contra o projeto de reorganização escolar não poderia terminar de melhor forma como agora. Porém, ainda não acabou.

Mais de 70% das escolas que foram ocupadas desde o começo de novembro continuam sob controle dos estudantes. Existe um grande receio de que o prometido diálogo com o governador Geraldo Alckmin não seja de fato cumprido em 2016, com uma possível reviravolta com o retorno do projeto para 2017.

Os estudantes de São Paulo estão de olho, e já começam a editar os próximos passos para que a luta pela educação não acabe aqui. De qualquer forma, ela já se encontra na História — e de lá ninguém pode tirar.

Foto: Reinaldo Meneguim/Democratize

By Democratize on December 8, 2015.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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