Fortalecido com o apoio de movimentos como o MTST, protestos contra a tarifa ganham peso nesta semana. Com quatro manifestações simultâneas…

Com 4 manifestações simultâneas, luta contra o aumento ganha força

Com 4 manifestações simultâneas, luta contra o aumento ganha forçaFortalecido com o apoio de movimentos como o MTST, protestos contra a tarifa ganham peso nesta semana. Com quatro manifestações simultâneas…


Com 4 manifestações simultâneas, luta contra o aumento ganha força

Foto: Giovana Meneguim/Democratize

Fortalecido com o apoio de movimentos como o MTST, protestos contra a tarifa ganham peso nesta semana. Com quatro manifestações simultâneas em pontos diferentes da cidade, mais de 30 mil pessoas participaram de mais um dia de luta contra o aumento da tarifa no transporte público em São Paulo.

Por essa Kim Kataguiri não esperava: em quatro atos simultâneos, protestos contra o aumento da tarifa reúne mais de 30 mil pessoas em São Paulo nesta terça-feira (19), e todos terminando de forma pacífica.

Tudo ocorreu por conta do apoio dado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto ao Movimento Passe Livre, aderindo ao protesto em pontos estratégicos na capital paulista, com duas manifestações em regiões da periferia — uma no Capão Redondo, e outra na Zona Leste.

Já as manifestações convocadas pelo MPL tiveram o mesmo ponto de encontro: o cruzamento entre a Faria Lima e a Rebouças, na Zona Oeste da cidade. O grupo se dividiu em dois: um seguindo para o Palácio dos Bandeirantes, com cerca de 800 manifestantes, e outro para o prédio da prefeitura no Centro, com mais de 7 mil pessoas.

Foto: Reinaldo Meneguim/Democratize

Apesar do clima de tensão, as duas manifestações do MPL terminaram de forma pacífica. No Palácio dos Bandeirantes, apesar do enorme acompanhamento da Polícia Militar em todo o ato, não houve nenhum tipo de conflito. Os policiais enveloparam a manifestação em todo o seu percurso, provocando ao máximo um possível confronto com os manifestantes — algo que não aconteceu.

Já no protesto em direção ao Centro, tudo também ocorreu normalmente. Com um maior volume de manifestantes, a passeata também contou com acompanhamento policial — porém menor do que o ato ao Palácio, preservando claramente a imagem e integridade do governo estadual, e abrindo brechas para possíveis casos de vandalismo na prefeitura. Vale lembrar que o prefeito Fernando Haddad fez críticas pontuais com a atuação da Polícia Militar na manifestação contra o aumento realizada no dia 12 de janeiro, na semana passada.

Sem nenhum cordão policial em frente ao prédio da prefeitura, o protesto terminou pacificamente após um jogral feito por membros do Movimento Passe Livre, com uma convocatória ao próximo ato na quinta-feira (21), no Terminal Parque Dom Pedro II, na região do Centro.

Porém, após o término da manifestação, cerca de 15 manifestantes ficaram trancados dentro da estação de metrô República no Centro, quando tentavam pular a catraca. A estação ficou fechada por horas, e os manifestantes não puderam sair e nem os passageiros podiam entrar por conta do bloqueio policial.

Após a saída ser liberada, dezenas de manifestantes trancaram uma das avenidas próximas ao metrô contra a medida tomada pela polícia. A Tropa de Choque interveio, com bombas e gás lacrimogêneo contra os poucos manifestantes que ainda restavam no Centro.

Antes disso, ainda na concentração, outro caso foi registrado: dois manifestantes foram presos pela PM durante revista, e encaminhados para o DP.

A mobilização de hoje foi acima das expectativas do próprio movimento, que não esperava uma quantidade tão grande de manifestantes — mais de 7 mil apenas em direção ao Centro. E com o apoio do MTST, que deu corpo aos protestos, a luta contra a tarifa ganha um grande aliado político, com capacidade de mobilização de massas acima do esperado pelo governo.

Foto: Giovana Meneguim/Democratize

By Democratize on January 20, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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