No dia 25 de fevereiro, milhares de pessoas se manifestaram em Bogotá, capital colombiana, contra diversas medidas econômicas do governo …

Colômbia vive onda de protestos contra o aumento da tarifa no transporte

Colômbia vive onda de protestos contra o aumento da tarifa no transporteNo dia 25 de fevereiro, milhares de pessoas se manifestaram em Bogotá, capital colombiana, contra diversas medidas econômicas do governo …


Colômbia vive onda de protestos contra o aumento da tarifa no transporte

Foto: RTVE

No dia 25 de fevereiro, milhares de pessoas se manifestaram em Bogotá, capital colombiana, contra diversas medidas econômicas do governo — incluindo o aumento da tarifa no transporte público. Uma greve geral foi convocada para o dia 17 de março, prometendo parar o país.

Não é só no Brasil que os protestos contra o aumento das passagens no transporte público tem acontecido. Outro país latino-americano que deu demonstrações do nível de importância dessa pauta foi a Colômbia.

O país tem vivenciado, desde fevereiro, diversas manifestações contra medidas adotadas pelo prefeito de Bogotá, Enrique Peñalosa, eleito em outubro do ano passado. De centro-direita, Peñalosa marca outra semelhança com os protestos contra a tarifa em São Paulo: ter como uma de suas políticas chave a questão das ciclofaixas, assim como Fernando Haddad (PT), prefeito da capital paulista.

No dia 25 de fevereiro, os manifestantes, que partiram de diversos pontos da capital, marcharam em direção à praça Bolívar com a intenção de reivindicar melhor qualidade nos transporte público e na educação, e garantias trabalhistas.

Os protestos tem sido parte da preparação para a Paralisação Nacional Cívica, em alusão à greve geral que aconteceu em Bogotá em 1977 e ficou marcada por ter sido duramente reprimida pela polícia. Este ano ela ocorrerá no dia 17 de março.

Durante a greve, a população pretende demonstrar o seu descontentamento com a privatização da Isagén — empresa responsável pela geração de energia em Bogotá, Medellín, Calil e Baranquilla -, as reformas tributárias e nas pensões e exigir o aumento do salário mínimo.

Participaram da manifestação por estudantes, trabalhadores e sindicatos. Além disso, entidades como o PCC (Partido Comunista Colombiano), a Juco (Juventude Comunista) e a UP (União Patriótica) juntaram-se ao protesto.

É a primeira vez em 12 anos que a esquerda perde o poder na prefeitura de Bogotá. Peñalosa é um ferrenho defensor do capitalismo e neoliberalismo, sendo autor de diversos livros defendendo teses sobre o sistema.

By Democratize on March 1, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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