Neste sábado (30), aconteceu em São Paulo mais uma edição do “Bloco Soviético”, idealizado por militantes e ativistas políticos para…

Carnaval e política: o Bloco Soviético nas ruas de São Paulo

Carnaval e política: o Bloco Soviético nas ruas de São PauloNeste sábado (30), aconteceu em São Paulo mais uma edição do “Bloco Soviético”, idealizado por militantes e ativistas políticos para…


Carnaval e política: o Bloco Soviético nas ruas de São Paulo

Foto: Francisco Toledo/Democratize

Neste sábado (30), aconteceu em São Paulo mais uma edição do “Bloco Soviético”, idealizado por militantes e ativistas políticos para combinar a tradicional festa popular brasileira com temas polêmicos envolvendo política. Um dos alvos do bloco foi o deputado Eduardo Cunha: “Ai, ai ai ai, ai ai ai ai ai ai ai se empurrar o Cunha cai”.

Sábado em São Paulo. Cerca de 30 graus, e as ruas da capital já começam a ferver com os blocos de pré-carnaval. A incrível ascensão do carnaval de rua em São Paulo tem ligação direta com a necessidade do paulistano de ocupar as ruas da cidade, o espaço público, para falar sobre cultura, arte e claro, política.

Quem conseguiu “juntar” essas duas coisas mesmo foi o Bloco Soviético. Idealizado com o objetivo de levar assuntos políticos para as marchinhas de carnaval, o Bloco Soviético “marchou”, neste dia 30, com milhares de pessoas pelas ruas de São Paulo .

A adesão ao cordão só aumenta. Segundo um dos idealizadores, neste ano foram cerca de três vezes mais pessoas do que no desfile anterior, em 2015. O local de concentração é sempre o mesmo: o Tubaína Bar, nas proximidades da Rua da Consolação, bem no meio do caminho entre Avenida Paulista e Centro.

Foto: Francisco Toledo/Democratize

Crianças, idosos e estudantes integravam a massa de pessoas que marchou naquela tarde de sábado. Teve espaço até para um “Lenin gigante”, um boneco carregado por um dos participantes desde a concentração. Uma moça carregava em sua fantasia uma placa escrito: “Vendo nudes do Putin”, além de peças clássicas do “vestuário soviético e revolucionário” como a boina, farda de guerrilha e afins.

As canções marcantes do bloco abordaram diversos temas políticos, a maioria com foco no que acontece hoje pelo Brasil. Logo que chegamos, o primeiro canto teve como alvo o deputado e presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB): “Ai, aiaiai, aiaiaiaiaiaiai se empurrar o Cunha cai”. Até os protestos pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) viraram motivo de chacota, citando o fato dos manifestantes tirarem “selfies” com a Polícia Militar durante as passeatas.

Foto: Francisco Toledo/Democratize

Ironicamente, o bloco recebeu elogios e entusiasmo tanto dos moradores quanto dos motoristas que passavam pela região da avenida Paulista — a mesma que registra constantes palenelaços e outros protestos contra a presidenta.

Quando o bloco cruzou a Rua da Consolação, uma mulher que estava dentro de uma limousine parada no farol começou a aplaudir e dançar a marchinha cantada pelo bloco.

Em uma cidade como São Paulo, onde o espaço público é sempre discutido de forma autoritária pelo Estado, o Bloco Soviético é tão importante quanto as manifestações públicas reprimidas pela Polícia Militar. A necessidade da terra de concreto poder receber cultura e arte é indiscutível. E se ambas aparecerem também de forma política, ainda melhor.

Outro exemplo de bloco de carnaval com conotação política é o “Bloco tô no Vermelho”, que sairá nas ruas de São Paulo no dia 4 de fevereiro.

No Rio de Janeiro, blocos compostos por militantes e ativistas políticos de esquerda também marcam presença, assim como em Porto Alegre e Belo Horizonte.

Veja as fotos clicadas no Bloco Soviético.

Foto: Francisco Toledo/DemocratizeFotos: Francisco Toledo/DemocratizeFoto: Francisco Toledo/DemocratizeFotos: Francisco Toledo/DemocratizeFoto: Francisco Toledo/Democratize

By Democratize on January 31, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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