Foto: Reprodução/Youtube

Candidato que tem “nojo de pobre” vence em Curitiba – e MBL comemora

Rafael Greca (PMN) venceu o segundo turno da eleição para prefeito neste domingo (30) em Curitiba. Recentemente, Greca havia dito que “vomitou ao sentir o cheiro de um pobre”. Por ser fortemente contra as escolas ocupadas, ele ganhou o apoio do MBL – que celebrou sua vitória.

Durante uma sabatina na PUC no Paraná, o então candidato Rafael Greca (PMN) havia entrado para a história das eleições na capital Curitiba ao soltar uma frase afirmando que “vomitou ao sentir o cheiro de um pobre”.

“Eu coordenei o albergue Casa dos Pobres São João Batista, aqui do lado da Rua Piquiri, para a igreja católica durante 20 anos. E no convívio com as irmãs de caridade, eu nunca cuidei dos pobres. Eu não sou São Francisco de Assis. Até porque a primeira vez que eu tentei carregar um pobre no meu carro eu vomitei por causa do cheiro”

A repercussão foi amplamente negativa. Em determinado momento, Greca teve que se desculpar pela sua afirmação.

Mesmo assim, ele foi eleito prefeito neste domingo (30) com 53,25% dos votos válidos, contra o deputado estadual Ney Leprevost (PSD), que teve 46,75% dos votos.

Nas redes sociais, as pessoas se questionavam como Greca poderia ter vencido uma eleição após a sua polêmica frase. Mas nem todo mundo ficou indignado com o resultado da votação – e muito menos com a sua fala sobre pessoas pobres.

É o caso do Movimento Brasil Livre, que recentemente tem se esforçado em parceria com o governo federal para esvaziar as mais de mil escolas públicas ocupadas ao redor do país contra a PEC 241 e a MP do Ensino Médio. A sua grande maioria no estado do Paraná – mais de 600 até o momento, além de universidades e institutos de educação.

Por causa do posicionamento de Greca, que já afirmou por diversas vezes ser contra as escolas ocupadas, o MBL celebrou a sua vitória na página oficial do grupo no Facebook. “Isso mostra que o povo está contra os invasores de escolas. Parabéns a Greca. E que Leprevost reflita no futuro sobre suas alianças”, disse o grupo ao compartilhar uma notícia de seu jornal na internet, chamado “Jornalivre”.

Foto: Reprodução/Facebook
Foto: Reprodução/Facebook

A oposição do MBL contra Leprevost ocorre por causa de um suposto “líder” das escolas ocupadas que, recentemente apareceu em uma foto ao lado do candidato do PSD. Segundo o site de notícias do MBL, “Leprevost chegou a reconhecer que Matheus Santos havia trabalhado para sua candidatura”.

Assim como ocorreu em outras cidades, onde candidatos que apoiam as escolas ocupadas perderam as eleições (como é o caso do Rio de Janeiro, com Marcelo Freixo). Segundo a lógica do MBL, isso ocorreu por causa da oposição da população contra o movimento estudantil – negando ou simplesmente ignorando o status quo dos candidatos vencedores, que receberam uma verba muito maior para a campanha, além de terem tido maior tempo de televisão e rádio durante o primeiro turno.

Nos últimos dias, o MBL tem atacado a jovem estudante Ana Júlia, que comoveu o Brasil nas redes sociais ao aparecer em um vídeo criticando projetos como a PEC 241 e a MP do Ensino Médio.

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