Em coletiva para a imprensa, o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) criticou a ofensiva pelo impeachment…

Boulos: “Esse pessoal tá criando um clima ameaçador no país”

Boulos: “Esse pessoal tá criando um clima ameaçador no país”Em coletiva para a imprensa, o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) criticou a ofensiva pelo impeachment…


Boulos: “Esse pessoal tá criando um clima ameaçador no país”

Foto: Reinaldo Meneguim/Democratize

Em coletiva para a imprensa, o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) criticou a ofensiva pelo impeachment, reafirmando que a Frente Povo Sem Medo é de oposição ao governo Dilma, mas não aliada da “direita golpista”. Organizações devem realizar manifestação pela democracia e contra a Globo, nesta quinta-feira (24).

Faltando dois dias para uma grande manifestação pela democracia e contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, a Frente Povo Sem Medo realizou uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (22), em São Paulo.

O ato, que será realizado no Largo da Batata nesta quinta-feira (24) às 17 horas, deve seguir até o prédio da Rede Globo em São Paulo, na região de Pinheiros.

Para Guilherme Boulos, coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), apesar de existirem dois núcleos distintos na esquerda brasileira, trata-se de um momento de unidade política: “Esses dois grupos possuem diferenças óbvias que, porém, acabam se contornando quando se trata de combater a ofensiva da direita no país”.

Boulos ainda reafirmou que a Frente Povo Sem Medo estará nas ruas no dia 31 de março, data marcada para uma mobilização nacional com foco em Brasília, contra o impeachment da presidenta Dilma. Sobre a manifestação marcada para esta quinta-feira, o líder sem-teto reiterou que não se trata de uma mobilização a favor do governo petista: “Não é um ato em defesa do governo, e sim um ato daqueles que defendem a democracia, daqueles que são contra o golpismo, mesmo sendo totalmente críticos à política do governo Dilma”.

Foto: Alice V/Democratize

Para a esquerda brasileira, “este é um momento em que é fundamental estar nas ruas”, disse Boulos na coletiva.

Quando questionado por um jornalista sobre o possível silêncio dos movimentos “contra o golpe” em relação a forma como o judiciário e as instituições de segurança tratam a população periférica, o líder sem-teto reafirmou que o MTST sempre lutou nas ruas por essa pauta, inclusive dizendo que mais de 5 acampados do movimento foram assassinados pela polícia dentro das ocupações: “não acordamos agora pra esse tema”.

As críticas também foram direcionadas aos organizadores das manifestações pelo impeachment, da oposição de direita e grandes empresários, como a que ocorreu na semana em São Paulo com a Fiesp, de Paulo Skaf, que apoiou os protestos em frente ao prédio da federação, na Avenida Paulista:

“Porque há setores no mercado que acham que tira a Dilma e resolve, vai pacificar o país, e vamos fazer as reformas estruturais que se precisa para a economia brasileira. O escambau, né? Esse país vai ser incendiado por greves, por ocupações, por mobilizações e por travamentos se forem até as últimas consequências nisso não vai haver um dia de paz no Brasil.”

Para ler o manifesto da Frente Povo Sem Medo sobre a manifestação do dia 24 em São Paulo, clique aqui.

By Democratize on March 22, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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