Na noite desta terça-feira (24), a Câmara dos Deputados manteve o veto da presidente afastada Dilma Rousseff sobre a realização de uma…

Auditoria da dívida pública: 178 votos votaram por manter veto; saiba quais são

Auditoria da dívida pública: 178 votos votaram por manter veto; saiba quais sãoNa noite desta terça-feira (24), a Câmara dos Deputados manteve o veto da presidente afastada Dilma Rousseff sobre a realização de uma…


Auditoria da dívida pública: 178 votos votaram por manter veto; saiba quais são

Foto: Gabriel Soares/Democratize

Na noite desta terça-feira (24), a Câmara dos Deputados manteve o veto da presidente afastada Dilma Rousseff sobre a realização de uma auditoria da dívida pública com participação da sociedade civil. A proposta, que foi amplamente apoiada pelo Congresso inicialmente quando Dilma estava no cargo, foi barrada.


O PSOL propôs a realização de uma auditoria da dívida pública, que só em 2015 custou quase 50% do orçamento da União. A proposta foi incluida na lei do PPA (Plano Plurianual) 2016–2019 por emenda do deputado Edmilson Rodrigues (PSOL-PA), acatada pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara e posteriormente aprovada pelo Congresso Nacional — deputados e senadores.

Porém a presidente afastada Dilma Rousseff (PT), em janeiro deste ano, resolveu vetar a proposta.

Na época, o governo afirmou que a forma “abrangente” proposta para a auditoria poderia gerar um conflito no “pacto federativo”, uma vez que a dívida é composta também por obrigações contraídas por Estados e municípios.

Com o veto, o projeto voltou para a Câmara dos Deputados analisar se mantinha ou não a posição afirmada pela então presidente Dilma Rousseff.

Mas desta vez, os deputados decidiram seguir outro caminho — com o objetivo, principalmente, de aliviar o novo governo interino de Michel Temer (PMDB), com seus aliados no mercado.

“Talvez esse veto seja o mais importante da noite. Esse veto da presidente Dilma talvez tenha sido o maior erro do seu governo. É a submissão absoluta à lógica do capital financeiro. Este dispositivo está previsto na Constituição Federal, no art. 26 do ADCT. Nenhum governo depois da Constituição de 1988 se dispôs a fazer a auditoria da dívida e isso se deve à hegemonia do capital financeiro, que controla, inclusive, a grande mídia. E quem rege, hoje, a economia, fundamentalmente é o capital financeiro. Não estamos falando em suspender o pagamento de juros e amortizações da dívida, estamos falando em auditar, em conhecer as fraudes que foram feitas”, disse o deputado Ivan Valente (PSOL).

Já Jandira Feghalli, do PCdoB, afirmou que era para ser “a oportunidade de fazermos o que a sociedade espera de nós”.

Veja a lista dos deputados que votaram a favor de manter o veto presidencial, eliminando a possibilidade de ocorrer uma auditoria da dívida pública com participação popular.

DEM
Alberto Fraga 
Alexandre Leite
Francisco Floriano 
Hélio Leite 
Jorge Tadeu Mudalen 
José Carlos Aleluia 
Juscelino Filho 
Marcelo Aguiar 
Marcos Rogério
Missionário José Olimpio 
Pastor Luciano Braga 
Pauderney Avelino 
Paulo Azi 
Rodrigo Maia 
Sóstenes Cavalcante

PDT
Carlos Eduardo Cadoca

PHS
Carlos Andrade 
Dr. Jorge Silva 
Givaldo Carimbão 
Marcelo Aro 
Marcelo Matos 
Pastor Eurico

PMDB
Altineu Côrtes 
Baleia Rossi 
Carlos Marun 
Celso Jacob 
Edinho Araújo 
Elcione Barbalho
Fernando Jordão 
Flaviano Melo 
Jarbas Vasconcelos 
Jéssica Sales 
Jones Martins 
José Priante 
Josi Nunes
Marcos Rotta 
Marx Beltrão 
Osmar Serraglio 
Pedro Chaves 
Zé Augusto Nalin

PP
Afonso Hamm 
Aguinaldo Ribeiro 
André Abdon 
Arthur Lira 
Beto Rosado 
Cacá Leão 
Conceição Sampaio 
Covatti Filho 
Dilceu Sperafico 
Dimas Fabiano 
Ezequiel Fonseca 
Fausto Pinato 
Fernando Monteiro 
Franklin Lima 
Lázaro Botelho 
Luis Carlos Heinze 
Marcus Vicente 
Mário Negromonte Jr. 
Ricardo Izar 
Roberto Balestra 
Roberto Britto 
RobertoTeixeira 
Rôney Nemer 
Toninho Pinheiro

PR
Adelson Barreto 
Alexandre Valle 
Alfredo Nascimento 
Bilac Pinto 
Cajar Nardes 
Capitão Augusto
Davi Alves Silva Júnior 
Delegado Edson Moreira 
Delegado Waldir 
Dr. João 
Edio Lopes 
Marcio Alvino 
Miguel Lombardi 
Paulo Freire
Remídio Monai 
Silas Freire 
Tiririca 
Vicentinho Júnior

PRB
Alan Rick 
Antonio Bulhões 
Beto Mansur 
Carlos Gomes 
Celso Russomanno 
Lincoln Portela 
Lindomar Garçon 
Roberto Sales 
Rosangela Gomes 
Sérgio Reis
Silas Câmara

PROS
Odorico Monteiro

PSB
Adilton Sachetti 
Danilo Forte
Heitor Schuch 
Heráclito Fortes 
Keiko Ota 
Maria Helena 
Tenente Lúcio 
Tereza Cristina 
Valadares Filho

PSC
Andre Moura 
Júlia Marinho 
Pr. Marco Feliciano 
Professor Victório Galli

PSD
Antonio Brito 
Átila Lins 
Diego Andrade 
Evandro Roman 
Expedito Netto 
Fábio Mitidieri 
Goulart 
Heuler Cruvinel 
Irajá Abreu 
João Rodrigues 
Joaquim Passarinho 
Marcos Reategui 
Paulo Magalhães 
Professor Sérgio de Oliveira 
Rogério Rosso 
Sérgio Brito 
Thiago Peixoto 
Victor Mendes

PSDB
Antonio Imbassahy 
Bonifácio de Andrada 
Caio Narcio 
Célio Silveira 
Daniel Coelho 
Domingos Sávio 
Eduardo Barbosa 
Eduardo Cury 
Fábio Sousa 
Geovania de Sá 
Geraldo Resende 
Izalci 
João Paulo Papa 
Jutahy Junior 
Marco Tebaldi 
Mariana Carvalho 
Miguel Haddad
Nelson Padovani 
Paulo Abi-Ackel 
Pedro Cunha Lima 
Raimundo Gomes de Matos 
Ricardo Tripoli 
Rodrigo de Castro 
Silvio Torres 
Vanderlei Macris

PTB
Alex Canziani 
Benito Gama 
Deley 
Jorge Côrte Real 
Josué Bengtson 
Jovair Arantes 
Nelson Marquezelli 
Nilton Capixaba 
Paes Landim 
Pedro Fernandes 
Wilson Filho 
Zeca Cavalcanti

PTN
Ademir Camilo 
Alexandre Baldy 
Carlos Henrique Gaguim 
Dr. Sinval Malheiros 
Luiz Carlos Ramos 
Renata Abreu

PV
Evair de Melo 
Uldurico Junior

Solidariedad
Aureo
Carlos Manato 
Fernando Francischini 
Laercio Oliveira 
Laudivio Carvalho 
Major Olimpio 
Zé Silva

By Democratize on May 25, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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