“Não islamização no Brasil — fechar fronteiras”, pedia a faixa de uma senhora no ato pelo impeachment nesta segunda-feira (28) em frente ao…

Ato pelo impeachment no Mackenzie é marcado por intolerância e pouca adesão

Ato pelo impeachment no Mackenzie é marcado por intolerância e pouca adesão“Não islamização no Brasil — fechar fronteiras”, pedia a faixa de uma senhora no ato pelo impeachment nesta segunda-feira (28) em frente ao…


Ato pelo impeachment no Mackenzie é marcado por intolerância e pouca adesão

Foto: Reinaldo Meneguim/Democratize

“Não islamização no Brasil — fechar fronteiras”, pedia a faixa de uma senhora no ato pelo impeachment nesta segunda-feira (28) em frente ao Mackenzie, em São Paulo. Com baixa adesão, protesto foi marcado por episódios de intolerância e pouco discurso prático.

Em diversas universidades do país ocorrem, desde a semana passada, manifestações em prol da democracia e contra o impeachment — do outro lado não seria diferente.

Organizado por estudantes de Direito na Universidade Presbiteriana Mackenzie em São Paulo, o ato “pró-impeachment e em apoio a Operação Lava-Jato” contava com a confirmação de mais de 3 mil pessoas em seu evento no Facebook. Porém a realidade foi bem diferente.

Chegando ao local, nesta segunda-feira (28) no final de tarde, menos de 100 pessoas se concentravam na histórica rua Maria Antônia, em frente ao prédio da universidade. E o fluxo de manifestantes não passou disso.

Com um caminhão de som e faixas em apoio ao juiz Sérgio Moro e contra a presidenta Dilma Rousseff e o líder petista Lula, o que mais chamou a atenção foi uma senhora de meia idade, que segurava uma faixa amarela. “Não islamização no Brasil — fechar fronteiras”, pedia o cartaz.

Não demorou muito para que alguns dos organizadores acabassem expulsando a manifestante do local, temendo a má repercussão da mensagem no cartaz. “Isso não representa a nossa manifestação”, dizia um senhor inconformado que em determinado momento chegou a se irritar com a senhora e com os fotógrafos que tentavam tirar uma foto do cartaz.

Foto: Alice V/Democratize

Outra faixa dizia: “Lula é o câncer do Brasil — buzina”, pedindo o apoio dos motoristas que passavam pela rua no momento do ato.

Outro cartaz chamava o ministro do STF, Teori Zavascki de “golpista”, por conta de sua decisão de que as investigações contra o ex-presidente Lula voltassem para responsabilidade do Supremo Tribunal Federal, e não do juiz Sérgio Moro. Por conta disso, durante a última semana, movimentos pró-impeachment chegaram a se manifestar em frente a sua residência em Porto Alegre. O Supremo ainda reforçou a segurança pessoal de Teori, por conta de possíveis ameaças após sua decisão.

Comparado ao ato da semana passada, na mesma rua Maria Antônia e organizado por estudantes do Mackenzie, a baixa adesão explicita a perda de poder de mobilização dos movimentos pró-impeachment nos últimos dias.

No dia 23, um ato pela democracia e contra o impeachment reuniu cerca de 500 pessoas no local, sendo alvo de provocações por estudantes de direita. O evento ocorreu mesmo com chuva, além do temor de novos confrontos entre manifestantes e até mesmo com a Polícia Militar.

Desta vez, a adesão dos grupos pró-impeachment foi cinco vezes menor. Sem contar que a presença da maioria dos manifestantes não eram de estudantes da universidade, e sim militantes dos grupos Movimento Brasil Livre e Vem Pra Rua, além de manifestantes que ocupam a entrada da Fiesp na avenida Paulista, que desceram a Consolação para apoiar o ato.

Fotos: Alice V/Democratize

Na semana passada, um ato similar ocorreu no dia 21 em frente ao prédio da PUC, na região de Perdizes, em São Paulo. Com menos de 100 manifestantes, o ato pró-impeachment gerou confusão com os estudantes da universidade.

A Polícia Militar foi acionada, gerando momentos de repressão contra os alunos da PUC, que protestavam contra o ato “golpista”. Um jovem foi ferido no rosto com um tiro de bala de borracha disparado por policiais.

Desde então o clima de tensão tem dominado as manifestações em universidades de São Paulo, seja a favor ou contra o governo Dilma.

Foto: Reinaldo Meneguim/Democratize

By Democratize on March 29, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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