O ativista e pré-candidato para vereador do Rio de Janeiro, David Miranda (PSOL), é o destaque da pesquisa realizada pela Agência…

Ativista que ajudou Snowden a denunciar espionagem é destaque nas eleições do Rio

Ativista que ajudou Snowden a denunciar espionagem é destaque nas eleições do RioO ativista e pré-candidato para vereador do Rio de Janeiro, David Miranda (PSOL), é o destaque da pesquisa realizada pela Agência…


Ativista que ajudou Snowden a denunciar espionagem é destaque nas eleições do Rio

Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

O ativista e pré-candidato para vereador do Rio de Janeiro, David Miranda (PSOL), é o destaque da pesquisa realizada pela Agência Democratize sobre a eleição municipal no Rio deste ano. Mais indicado pelos entrevistados, Miranda foi parte fundamental na denúncia de espionagem por parte da NSA, agência de segurança norte-americana, contra políticos e empresários brasileiros.


Pesquisa feita pela Agência Democratize nas redes sociais entrevistou cerca de 446 pessoas entre os dias 5 e 7 deste mês de julho, para saber qual será o voto dos eleitores do Rio de Janeiro para vereador(a).

O nome mais apontado pelos entrevistados foi o de David Miranda, ativista e um dos responsáveis pelas denúncias contra a NSA, agência de inteligência norte-americana, que espionou líderes políticos e empresários brasileiros, no ano de 2013.

Marido do jornalista vencedor do Prêmio Pulitzer, Glenn Greenwald, Miranda é pré-candidato para o cargo pelo PSOL.

Ao lado de Greenwald e de jornalistas do britânico The Guardian, o candidato pelo PSOL ajudou o ex-agente da NSA, Edward Snowden, a revelar os casos de espionagem feitos pelo governo norte-americano.

Por conta de seu ativismo, Miranda chegou a ser detido em Heathrow por autoridades britânicas, sem maiores explicações. Com ele, computadores, DVDs, discos rígidos e pen drives com material confidencial vazado pelo ex-analista da NSA. Na época, os agentes britânicos consideraram que Miranda havia sido detido enquadrado na Lei de Terrorismo de 2000, violando seu direito á liberdade de expressão, conforme determinado pela Convenção Europeia de Direitos Humanos.

Em janeiro deste ano, a corte britânica considerou a detenção de Miranda incompatível com o direito europeu.

Conforme os documentos enviados para Greenwald e Miranda, a presidente afastada Dilma Rousseff havias sido alvo de espionagem por parte da NSA. O documento que cita o caso, com data de junho de 2012, seria parte de uma apresentação interna realizada na agência de segurança norte-americana. Para Greenwald, a presidente afastada foi monitorada. Números de telefone, e-mails e IPs (identificação individual de um computador) teriam sido checados pela agência.

Foto: Thomas Peter/Reuters

Neste ano, Miranda apareceu novamente nas manchetes por conta do cenário político brasileiro.

No dia 21 de abril, ele publicou um artigo no The Guardian, abordando questões sobre o processo de impeachment de Dilma Rousseff, e também citando o papel da mídia corporativa — mais necessariamente a própria Rede Globo. Posteriormente, um dos donos da rede de comunicação, João Roberto Marinho, chegou a enviar uma mensagem para o jornal britânico, questionando o caráter do artigo. Em resposta, os editores do jornal colocaram o texto enviado pelo empresário na seção de comentários.

Assim como Greenwald, Miranda também tem sido alvo constante dos grupos de direita que realizaram manifestações contra o governo petista.

O blogueiro Luciano Ayan, conhecido por manter um site com notícias sensacionalistas, replicado diversas vezes por grupos como o Movimento Brasil Livre, chama Greenwald de “garoto propaganda de Dilma no exterior”, citando a pré-candidatura de Miranda para o cargo de vereador no Rio de Janeiro, afirmando que tanto o ativista quanto seu partido, o PSOL, são “fascistas”.

Mesmo com toda essa ofensiva, David é um dos favoritos para renovar a Câmara dos Vereadores do Rio neste ano.

Ao Democratize, ele comentou sobre sua campanha: “Nossa pré campanha é um desafio. Na cidade vitrine dos projetos mais espúrios da Copa e Olimpíadas, as empreiteiras da Lava Jato pagam a conta e financiam os candidatos favoritos do regime, que usurpam do poder público em benefício próprio”, diz o pré-candidato.

Miranda assume que não será fácil, mas que a mobilização em torno de sua campanha passa por um clima positivo, com bastante envolvimento do eleitorado do Rio.

“Temos envolvidos nesse movimento centenas de jovens, estudantes, secundaristas, LGBTs que formularam um programa inovador que coloca no centro dos debates a luta por mais direitos, a defesa do que já conquistamos e a renovação da política, conectada com as demandas de Junho de 2013, das ocupações das escolas, da luta anti racista, machista e LGBTfóbica”, disse ao Democratize.

Para Miranda, a juventude brasileira “não vai cair em espetáculos financiados pelo PMDB”, citando a “farsa encabeçada pelo Kim Kataguiri”, um dos principais articuladores do Movimento Brasil Livre.

Outros pré-candidatos para vereador também foram citados na pesquisa, incluindo: Renato Cinco (PSOL) e Babá (PSOL).

By Democratize on July 8, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

Posts Relacionados

On Top
error: Para reproduzir o conteúdo do Democratize, entre em contato pelo formulário.
%d blogueiros gostam disto: