Segundo informações do Instituto Socioambiental (ISA), o ataque ocorreu nesta terça-feira (14). Cerca de 70 fazendeiros atacaram a tiros…

Ataque de fazendeiros contra indígenas Guarani Kaiowá causa uma morte

Ataque de fazendeiros contra indígenas Guarani Kaiowá causa uma morteSegundo informações do Instituto Socioambiental (ISA), o ataque ocorreu nesta terça-feira (14). Cerca de 70 fazendeiros atacaram a tiros…


Ataque de fazendeiros contra indígenas Guarani Kaiowá causa uma morte

Foto: Reinaldo Meneguim/Democratize

Segundo informações do Instituto Socioambiental (ISA), o ataque ocorreu nesta terça-feira (14). Cerca de 70 fazendeiros atacaram a tiros uma das comunidades do povo Guarani e Kaiowá que havia retomado seu território tradicional, no Mato Grosso do Sul.


Pelo menos um índio foi assassinado durante ataque de fazendeiros nesta terça-feira no Mato Grosso do Sul. Cinco pessoas ficaram feridas, incluindo uma criança, atingida na barriga por tiro de arma letal. Os ataques ocorreram em na cidade de Caarapó, mais precisamente na fazenda Ivu, a 20km da cidade.

O Instituto Socioambiental informou que os Guarani Kaiowá da Terra Indígena Dourados-Amambaipegua I haviam retomado seu território tradicional, Toro Passo, no domingo à noite (12).

Segundo informações do secretário especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde em Brasília, Rodrigo Rodrigues, a vítima do ataque de fazendeiros é o agente de saúde indígena Cloudione Rodrigues Souza, de 26 anos, que também é da etnia guarani-kaiowá.

Foto: Gabriel Soares/Democratize

“O jovem agente foi morto covardemente por homens armados que atiraram em cerca de mil indígenas, incluindo quatro agentes de saúde indígena, que estavam reunidos no território próximo à aldeia Teikuê quando foram surpreendidos por homens armados em aproximadamente 60 veículos”, afirma em nota.

Nas redes sociais, vários guarani-kaiowá alegam que o local onde se encontra no momento está sitiado pelos fazendeiros desde o início da manhã desta terça, e que a qualquer momento um novo ataque pode ocorrer.

Ativistas alegam que a Polícia Militar tem servido de aliada dos fazendeiros, criminalizando a ação dos indígenas e facilitando a onda de crimes contra os ocupantes da fazenda.

O local do conflito foi uma das áreas declaradas como terra indígena nas últimas semanas da gestão da presidente afastada Dilma Rousseff. Agora, com Michel Temer na presidência interina e o apoio da bancada ruralista ao novo governo, as lideranças temem uma revogação por parte de Temer.

Segundo ativistas, algumas lideranças Guarani-Kaiowá permanecem desaparecidas após o ataque.

By Democratize on June 14, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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