Em São Paulo e no Rio de Janeiro, manifestações contra a cultura do estupro percorreram as ruas da cidade pela segunda semana consecutiva.

As mulheres ocuparam as ruas mais uma vez para denunciar a cultura do estupro

As mulheres ocuparam as ruas mais uma vez para denunciar a cultura do estuproEm São Paulo e no Rio de Janeiro, manifestações contra a cultura do estupro percorreram as ruas da cidade pela segunda semana consecutiva.


As mulheres ocuparam as ruas mais uma vez para denunciar a cultura do estupro

Foto: Gustavo Oliveira/Democratize

Em São Paulo e no Rio de Janeiro, manifestações contra a cultura do estupro percorreram as ruas da cidade pela segunda semana consecutiva.


“Eu tinha 12 anos.
Eu estava dormindo.
O pedófilo morava na mesma casa.”

O relato acima é de Larissa Bortoloso, que por acaso é a mulher da foto de capa desta matéria. Assim como outras milhares de pessoas, Larissa esteve presente pela segunda semana consecutiva em mais uma manifestação contra a cultura do estupro na cidade de São Paulo, na noite desta quarta-feira (8).

O Democratize acompanhou as manifestações em SP e também no Rio de Janeiro, onde o protesto #PorTodasElas se unificou com o ato convocado por professores e secundaristas, que se manifestam contra a precarização do ensino no estado.

Nas últimas semanas, uma jovem de 16 anos foi vítima de estupro coletivo por mais de 30 homens no Rio de Janeiro. Desde então, o assunto se tornou comoção nacional, atraindo a atenção até de outros países sobre o tema.

Mesmo com toda a mobilização, nesta terça-feira (7) mais um caso de estupro coletivo ocorreu no Brasil, desta vez na cidade de Pajeú, na região sul do Piauí. A vítima foi mais uma adolescente, de apenas 14 anos, violentada dentro de um banheiro de um ginásio poliesportivo. Até o momento 4 suspeitos foram detidos.

Segundo a polícia, familiares encontraram a garota desacordada e sem roupa. Um dos suspeitos chegou a ser visto no banheiro, mas conseguiu fugir pulando o muro do ginásio. A família da adolescente relatou à polícia que ela saiu às 16h para encontrar amigas e, como estava demorando para voltar, à noite a mulher do pai dela saiu para procurá-la. A garota foi localizada por volta das 19h no banheiro.

A vítima relatou à polícia que um dos rapazes ofereceu refrigerante e, depois disso, ela não lembra o que aconteceu. A polícia suspeita que os acusados colocaram entorpecentes na bebida para dopar a menina. A Polícia Militar prendeu o rapaz de 18 anos e apreendeu os três adolescentes. Em depoimento, o grupo negou o estupro e alegou que fez sexo de forma consensual.

A revolta sobre o caso no Rio de Janeiro serviu para denunciar o machismo institucional e da cultura brasileira — além de trazer para o debate mais casos similares, que ocorrem diariamente mas sem o mesmo destaque.

O Democratize lançou na semana passada a campanha “A culpa não é da vítima”, que tem como objetivo publicar relatos de abusos sofridos por mulheres ao redor do Brasil — alguns até então mantidos em segredo por medo de retaliação ou preconceito.

Para enviar seu relato, basta entrar em contato com a nossa Redação pelo e-mail: democratizemidia@gmail.com

Veja as fotos das manifestações em São Paulo e no Rio de Janeiro nesta quarta-feira:

Fotos: Gustavo Oliveira/DemocratizeFotos: Bárbara Dias/Democratize

By Democratize on June 9, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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