Foto: Kauê Pallone/Democratize

As armas de fogo e a difícil missão de derrubar o “pacote de Maldade” do Pezão

O Brasil tem mais um dia de protestos contra os diversos pacotes de medidas feitos tanto pelo governo federal com a chamada PEC 55 que se encontra no Senado Federal e, em especial no Rio de Janeiro contra o que vem sendo chamado pela população de “pacote de maldade” feito pelo governador Luiz Fernando Pezão e enviado para Alerj a ser apreciado e votado pelos deputados e deputadas estaduais.

A população, que vem sendo protagonista na história do país, vem tentando convencer os deputados a retirarem o pacote do plenário e mandado de volta ao governo do Estado, embora  possivelmente será votado na próxima semana, (informalmente segundo alguns manifestantes, comentado pelo presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani).

Contra esse pacote, os servidores estaduais e outros manifestantes fizeram mais um dia de protesto e lutas sociais no Rio. O ato teve início na parte da manhã, mas a tarde que as tensões vieram a tona. Empolgados com uma das falas dos manifestantes em cima do carro de som, a população foi até as grades que separam a Alerj dos manifestantes e começaram a balança-la, ao mesmo tempo, foram reprimidos pelos policiais com gás de pimenta e cassetetes. Depois dessas tensões, os manifestantes foram até um restaurante/livraria ao lado do Alerj, protestar contra a deputada estadual Cidinha Campos, que ouviu palavras de ordem dos manifestantes e teve que ser retirada por policiais do choque e outros seguranças.

Foto: Wagner Maia/Democratize
Foto: Wagner Maia/Democratize

Ao retornarem a Alerj, os manifestantes se uniram próximos à grade de contensão e o protesto retornou a sua tensão. Um dos manifestantes (Agente penitenciário), ao ver um dos fotógrafos que se encontrava na parte de dentro da Alerj, fotógrafo esse que também é professor da Rede Estadual, começou a ser xingado  e intimidado por esse manifestante com dizeres “de que jornal você é?”. Ao ser indagado pelo fotojornalista do Democratize Wagner Maia, ele tentou se retratar, falando que não sabia, mas com seu ar de arrogância perguntou ao fotógrafo se o mesmo queria algum “bagulho com ele?”, ao ser acalmado por outras pessoas se dispensou no meio da multidão. O fotojornalista do Democratize Kaue Pollane, também relatou que um dos manifestantes (policial) queria o impedir de tirar fotos e filmar. Essas tensões nos protestos do Rio vêm sendo denunciada pelo Democratize como a matéria da semana passada intitulada: Em ato no Rio, servidor é flagrado puxando arma- e se fosse um Black Bloc?, onde um manifestante (militar) tirou uma arma para outro manifestante.

Os protestos no Rio continuam tendo manifestantes armados, e no dia de hoje, policiais militares também foram flagrados com armas letais. O futuro pode nos revelar tensões mais acirradas e uma possível tragédia. O fato é que o “pacote de maldade” proposto pelo governo Pezão vem sendo apreciado e possivelmente será votado na semana que vem e os conflitos entre manifestantes, nos revelará que só um lado irá perder. O da população e principalmente dos servidores públicos. Assim, estamos diante de protestos que contem homens armados, manifestações do tipo “intervenção militar já! e revolução de 1964” e uma perda nos direitos humanos e trabalhistas dos trabalhadores.

Foto: Wagner Maia/Democratize
Foto: Wagner Maia/Democratize

Protesto De Servidores No Rio Continua Com Violência Da PM

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