A bancada do PMDB na Câmara dos Vereadores de São Paulo apresentou uma representação pedindo investigação sobre suposto “uso de máquina p…

Após mídia ignorar protestos contra Temer na Virada, PMDB quer investigar evento

Após mídia ignorar protestos contra Temer na Virada, PMDB quer investigar eventoA bancada do PMDB na Câmara dos Vereadores de São Paulo apresentou uma representação pedindo investigação sobre suposto “uso de máquina p…


Após mídia ignorar protestos contra Temer na Virada, PMDB quer investigar evento

Foto: Alice V/Democratize

A bancada do PMDB na Câmara dos Vereadores de São Paulo apresentou uma representação pedindo investigação sobre suposto “uso de máquina pública” na Virada Cultural, para “incitar a população contra Temer”. Haddad diz que partido que fazer censura contra artistas.


A Virada Cultural deste ano em São Paulo foi um verdadeiro ato político.

Isso porque as apresentações de artistas e a reação do público permitiram que fosse. De forma espontânea e natural, em todos os palcos da cidade, protestos contra o presidente interino Michel Temer ocorreram.

O Democratize, que cobriu o evento de sábado ao domingo, registrou manifestações contra Temer em pelo menos 7 apresentações: Criolo, Emicida, Elza Soares, Ney Matogrosso, Detonautas, Nação Zumbi e Valesca Popozuda.

Mesmo assim, a grande mídia no geral não destacou a reação dos artistas e público no evento neste ano — que foi considerada histórica no sentido político.

Porém, vereadores do PMDB viram e não gostaram nada das manifestações.

A bancada do partido na Câmara dos Vereadores apresentou na segunda-feira (22) uma representação ao procurador-geral de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Smanio, pedindo investigação sobre suposto “uso da máquina pública municipal” para “incitar a população contra o presidente em exercício, Michel Temer”.

Segundo os vereadores do partido, a prática teria ocorrido através dos painéis eletrônicos montados pela prefeitura, que mostraram as frases “Fora Temer” e “Vai ter Luta” — em um palco não especificado.

Porém, o PMDB ignora o fato de que os próprios artistas escolhem o que transmitir nos telões durante suas apresentações — e querer monitorar ou até mesmo proibir isso é censura.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), pensa a mesma coisa.

Foto: Alice V/Democratize

“Eu não posso censurar, o PMDB tá pedindo censura. Primeiro quer extinguir o Ministério da Cultura, depois quer introduzir a censura na cultura. Está ficando cada vez mais difícil com a classe artística. Vamos reconhecer que a extinção do Ministério da Cultura gerou no Brasil inteiro mobilizações que não têm nada a ver com a prefeitura, é um elemento político. E não sei se já está confirmado a recriação. Enfim, a classe artística se insurgiu contra esta medida no Brasil inteiro e no momento em que acontece a Virada, você vai censurar o artista. Não tem como fazer isso” — disse Haddad.

O prefeito afirmou que a exibição nos painéis durante as apresentaçãoes são de controle do artista, como foi especificado acima. “O que ele vai cantar, o que ele vai dizer no palco, como a plateia vai reagir. Nada passa por censura. A não ser que se crie uma instância de censura? O PMDB está propondo uma instância de censura? Acho que é factóide política, querer fazer graça, aparecer do que outra coisa”.

Veja abaixo a cobertura da Agência Democratize na Virada Cultural deste ano.

By Democratize on May 25, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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