Desde João Verle, eleito pelo PT em 2002 como prefeito de Porto Alegre, a cidade não tinha uma gestão de esquerda, sendo comandada por…

Após mais de 10 anos, Porto Alegre pode ter uma prefeitura de esquerda

Após mais de 10 anos, Porto Alegre pode ter uma prefeitura de esquerdaDesde João Verle, eleito pelo PT em 2002 como prefeito de Porto Alegre, a cidade não tinha uma gestão de esquerda, sendo comandada por…


Após mais de 10 anos, Porto Alegre pode ter uma prefeitura de esquerda

Foto: Luciana Genro/Arquivo Pessoal

Desde João Verle, eleito pelo PT em 2002 como prefeito de Porto Alegre, a cidade não tinha uma gestão de esquerda, sendo comandada por partidos como PPS, PMDB e PDT. Agora, segundo informações do Instituto Methodus, a ex-deputada Luciana Genro (PSOL) é a favorita em todos os cenários.


De 1986 até 2004, a cidade de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, contou com prefeituras de esquerda. Nesse período pós-militar, a capital se tornou referência para políticas progressistas, além de um verdadeiro front da esquerda no Brasil.

Homem de confiança de Brizola, o primeiro prefeito pós-ditadura foi Alceu Collares, do PDT. Foi o primeiro prefeito negro da capital gaúcha, sendo posteriormente, o primeiro governador negro eleito do Rio Grande do Sul, em 1990, com apoio de Leonel Brizola.

Depois de Alceu foi outra figura histórica da esquerda brasileira a ocupar a prefeitura de Porto Alegre: Olívio Dutra, entre 1989 e 1993. Dutra é um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores, sendo deputado federal constituinte eleito. Com Dutra, Porto Alegre se tornou uma vitrine política do PT, com uma política fortemente popular e iniciativas como o orçamento participativo.

Depois de Dutra, foi a vez de Tarso Genro, ex-ministro do presidente Lula. Tarso foi prefeito duas vezes: entre 1993 e 1996, e depois entre 2001 e 2002, quando renunciou ao cargo para disputar o governo estadual, deixando o mandato para João Verle. Entre esse período, foi outro petista que ocupou o cargo: o atual deputado estadual Raul Pont. O ex-prefeito faz parte da corrente Democracia Socialista, que defende a refundação do Partido dos Trabalhadores, diante do atual cenário de crise política e institucional que vive a sigla.

Mas de 2005 pra cá, administrações de centro e direita comandaram a capital gaúcha: primeiro com José Fogaça, que era do PPS e mudou para o PMDB. E agora com José Fortunati, do PDT.

Mas o cenário hoje pode mudar, colocando mais um Genro na prefeitura da capital. E não é o Tarso.

Segundo informações do Instituto Methodus, a pré-candidata pelo PSOL, Luciana Genro, deve vencer as eleições para a prefeitura de Porto Alegre neste ano — em todos os cenários.

Gráfico: Instituto Methodus

Na pesquisa estimulada, o Methodus montou dois cenários. Em ambos a ex-deputada do PSOL venceria. No Cenário 1, Genro aparece com 20,8% das intenções de voto, contra 14,5% do ex-prefeito Raul Pont, do PT, e 13,7% de Sebastião Melo, do PMDB. Já no Cenário 2, Luciana Genro aparece com 22,3% das intenções de voto, contra 16,7% de Raul Pont e 14% de Sebastião Melo.

Na pesquisa espontânea, Genro aparece com 10% das intenções de voto, contra 7,7% de Raul Pont e 5,3% de Sebastião Melo.

Em todos os cenários que aparece disputando o segundo turno, a candidata do PSOL venceria. No primeiro cenário, contra Vieira da Cunha (PDT), ela teria 30,8% dos votos contra 25,5%. No segundo cenário, contra Sebastião Melo, Genro venceria com 30,3% dos votos, com 26,7% de Melo. No terceiro cenário, Genro teria 34,2% dos votos, contra 18,2% de Nelson Marchezan Jr. (PSDB). A diferença se mantém contra Raul Pont: 31% para Genro e 22,3% para o petista.

Neste ano, o PSOL conta com chances reais de conquistar pelo menos três prefeituras importantes: a de São Paulo, com a pré-candidata Luiza Erundina em terceiro lugar nas pesquisas; no Rio de Janeiro, com o deputado estadual Marcelo Freixo entre os favoritos; e agora, com Luciana Genro liderando as pesquisas em Porto Alegre.

By Democratize on July 15, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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