Após os professores da rede estadual realizarem uma assembleia determinando a continuidade da greve, estudantes se juntaram aos educadores…

Após decretar estado de calamidade, polícia reprime manifestação no Rio de Janeiro

Após decretar estado de calamidade, polícia reprime manifestação no Rio de JaneiroApós os professores da rede estadual realizarem uma assembleia determinando a continuidade da greve, estudantes se juntaram aos educadores…


Após decretar estado de calamidade, polícia reprime manifestação no Rio de Janeiro

Foto: Bárbara Dias/Democratize

Após os professores da rede estadual realizarem uma assembleia determinando a continuidade da greve, estudantes se juntaram aos educadores e marcharam até o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Lá, foram reprimidos pela Polícia Militar, ferindo mais de 20 pessoas. Dias atrás, governador interino decretou estado de calamidade.


Faltam poucos dias para começar os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro.

Mas a cidade não parece estar preparada para receber o evento. Muito pelo contrário.

O governador interino, Francisco Dornelles, decretou estado de calamidade pública no Rio de Janeiro. Ao governo federal, pediu cerca de R$2,9 bilhões para à segurança durante os jogos. Para a população e os trabalhadores, mais cortes. Para quem dizia em um “total colapso na segurança pública, na saúde, na educação, na mobilidade e na gestão ambiental”, parece que o governador segue não disposto a dialogar com grevistas.

Isso porque na tarde desta quarta-feira (29), professores da rede estadual que já estão em greve desde o dia 2 de março realizaram uma assembleia para determinar o futuro da mobilização. Decidiram por continuar com a paralisação.

Da assembleia, os educadores caminharam junto aos estudantes em manifestação até a sede do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), para protestar contra o corte do ponto dos profissionais de educação autorizado pela Justiça. A partir dai, a tal “segurança reforçada” pelo investimento do governo federal no Rio de Janeiro teve efeito.

Foto: Bárbara Dias/Democratize

Segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do RJ (SEPE), “a ação desmedida [da polícia] resultou em ferimentos em alunos e profissionais”, além da “prisão de um estudante, que foi solto depois que a categoria enfrentou a tropa de choque”.

Mais de 20 pessoas ficaram feridas por conta da ação da PM. Segundo informações da equipe do Democratize no local, uma professora chegou a ser espancada por policiais, além de outro educador que ficou com um braço fraturado após agressões. Com golpes de cassetete, outro professor teve cortes e sangramento na cabeça.

Foto: Bárbara Dias/Democratize

As manifestações devem continuar mesmo com os Jogos Olímpicos. Pelo menos esse é o desejo da própria categoria, além dos estudantes secundaristas.

Durante meses, mais de 70 escolas foram ocupadas em todo o estado do Rio de Janeiro contra a precarização do ensino, em apoio aos professores grevistas, e também pelos cortes determinados pelo governo estadual. Após uma ofensiva do estado com ações da Polícia Militar, além de atividades da Secretaria da Educação promovendo grupos “contra-ocupações”, que por diversas vezes vandalizaram e ameaçaram estudantes que ocupavam as escolas, a mobilização foi perdendo sua força.

Apesar da crise, a Secretaria da Fazenda do Estado do Rio de Janeiro liberou um balanço de arrecadação de impostos no 1º quadrimestre do ano de 2016, em torno de R$15.297.587.079,00 — quase um bilhão e meio a mais do que no mesmo período do ano passado.

Segundo a classe dos professores, isso demonstra que a existência de uma suposta crise nos cofres públicos foi gerada justamente pela falta de responsabilidade da gestão estadual.

Essa tese da má administração pública é corroborada, por um relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que divulgou que o estado do Rio de Janeiro deixou de arrecadar R$ 138 bilhões em ICMS entre os anos de 2008 e 2013. O relatório constatou que abrir mão dessa quantia contribuiu para esse desequilíbrio nas contas estaduais, pois, esse valor é mais que o dobro do que o governo vai arrecadar em 2016.

Foto: Bárbara Dias/Democratize


Informações por Bárbara Dias, da Agência Democratize no Rio de Janeiro

By Democratize on June 30, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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