Foto: Gustavo Oliveira / Democratize

Apesar da censura, jovens fazem protesto “Morra Temer” em São Paulo

Marcado semanas atrás, grupos anarquistas promovem o ‘Ato Morra Temer’ nesta sexta-feira (30) em São Paulo. Apesar da censura no Facebook, que retirou do ar por diversas vezes o evento na página, ativistas garantem que protesto deve continuar hoje em São Paulo.

Diferente das outras manifestações que ocorreram recentemente, o grupo ELA (Estudantes Libertários Autônomos) promovem nesta sexta-feira (30) uma manifestação diferenciada em São Paulo, às 17 horas na Praça da Sé.

Com o nome de “Primeiro Ato Morra Temer — Contra a Reforma”, o grupo viu seu evento cair por diversas vezes no Facebook, após ser lançado semanas atrás, ganhando forte adesão de público.

Após a censura, o grupo de jovens estudantes conseguiu manter um evento na página nesta semana, censurando a palavra “morra”. Centenas de pessoas confirmaram presença.

Segundo o grupo, o caminho que deve ser tomado é o da radicalização das manifestações e da mobilização contra o governo federal, com ocupações nas escolas estaduais de todo o Brasil contra a Medida Provisória da Reforma no Ensino Médio, lançada por Michel Temer neste mês de setembro.

Na primeira semana de governo em definitivo de Michel Temer, após a conclusão do processo de afastamento de Dilma Rousseff (PT) entre agosto e setembro, manifestações tomaram conta das principais capitais do país, com foco em São Paulo.

Em 7 dias, foram 6 protestos contra o novo presidente, que terminaram em confronto com a Polícia Militar e repressão desproporcional. Jornalistas e manifestantes ficaram feridos, incluindo uma jovem que perdeu a visão de um olho após ser atingida por estilhaços de bomba de efeito moral.

Porém, os protestos perderam a força, e nem mesmo os movimentos mais verticais como a Frente Povo Sem Medo, conseguiram lidar com o esvaziamento.

Agora, com a Reforma no Ensino Médio e a possibilidade de reformas na Previdência e a Trabalhista, o governo de Michel Temer se torna mais uma vez o foco de protestos e mobilizações contra sua gestão.

Foto: Wladimir Raeder/Democratize
Foto: Wladimir Raeder/Democratize

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