Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Antes de aprovar a PEC 241, ministro viaja em excursão e gasta ao menos R$108 mil

O ministro do Esporte, Leonardo Picciani (PMDB), resolveu viajar ao Catar com uma equipe de oito pessoas para acompanhar o Campeonato Mundial de Ciclismo de Estrada. Ironicamente, os atletas brasileiros foram excluídos da viagem que custou ao menos R$108 mil aos cofres públicos, dias antes do governo querer aprovar a PEC que limita investimentos sociais.

Por muito tempo se fala sobre a necessidade de aprovar uma medida em Brasília para “estancar a sangria” dos cofres públicos.

Agora, o governo do presidente Michel Temer (PMDB) parece ter encontrado a solução: ela se chama PEC 241. O projeto tem como objetivo limitar os gastos públicos na área social por pelo menos 20 anos, congelando o orçamento em programas sociais, e em áreas essenciais como Educação e Saúde.

Porém, faltando poucos dias para o projeto ser votado no Congresso Nacional — o que deve acontecer na semana que vem -, o ministro do Esporte, Leonardo Picciani (PMDB), resolveu viajar com uma equipe de oito pessoas do governo para o Catar, com o objetivo de acompanhar o Campeonato Mundial de Ciclismo de Estrada.

Duas curiosidades: nenhum atleta brasileiro foi convidado pelo Ministério do Esporte para a viagem. Todos os convidados faziam parte do governo. Porém, a curiosidade mais lamentável é o gasto gerado pela pequena viagem de Leonardo Picciani: pelo menos R$108 mil foram retirados dos cofres públicos para bancar a ida ao evento no Catar.

Vale lembrar que esse valor é apenas o de passagens aéreas e das diárias no hotel. Não é incluso ainda o valor gasto com alimentação e locomoção da “comitiva”.

Charge publicada pelo Correio Braziliense ironiza a viagem do ministro do Esporte para o Catar
Charge publicada pelo Correio Braziliense ironiza a viagem do ministro do Esporte para o Catar

O site Huffpost Brasil ainda pontuou uma terceira curiosidade sobre o tema. O ministro Picciani é fã de carteirinha do esporte. Literalmente falando. Ele é membro da Confederação Brasileira de Ciclismo.

É a primeira vez que o Brasil conta com uma comitiva acompanhando o Mundial, que é disputado todo ano desde 1921. Porém, nenhum atleta foi convidado. Eles até teriam vagas, mas como dependem do desempenho na temporada, acabaram não participando. Sobrou para o ministro e seus colegas.

Como justificativa pela viagem, o ministro afirma que a comitiva terá reuniões para incentivar a cooperação técnica e troca de experiências.

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