Considerado como peça-chave da influência de grupos como o Movimento Brasil Livre dentro do governo interino em Brasília, o ministro da…

Aliado de grupos anti-PT, ministro coloca apoiador do “Escola Sem Partido” no MEC

Aliado de grupos anti-PT, ministro coloca apoiador do “Escola Sem Partido” no MECConsiderado como peça-chave da influência de grupos como o Movimento Brasil Livre dentro do governo interino em Brasília, o ministro da…


Aliado de grupos anti-PT, ministro coloca apoiador do “Escola Sem Partido” no MEC

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Considerado como peça-chave da influência de grupos como o Movimento Brasil Livre dentro do governo interino em Brasília, o ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), indicou recentemente um apoiador do projeto Escola sem Partido dentro da pasta. Adolfo Sashsida, será assessor especial do MEC, prometendo uma guinada para a direita.


O “queridinho” dos movimentos anti-PT deu um passo importante para a tão clamada “guinada para a direita” no governo interino.

O ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), nomeou recentemente Adolfo Sashsida para o cargo de assessor especial do MEC. O problema é que Sashsida é um dos maiores defensores do projeto Escola sem Partido, motivo de tanta polêmica neste ano ao redor do Brasil.

Para quem não conhece, o projeto tenta limitar e até mesmo censurar professores dentro da sala de aula. O objetivo é evitar a chamada “doutrinação ideológica” de esquerda que alguns professores possivelmente praticam nas escolas públicas do país. Sem dados concretos, o grupo de extrema-direita que defende tal medida de censura já conquistou vitórias “regionais”, como a aprovação de um projeto similar no estado do Alagoas, neste ano.

Agora, com Sashsida no MEC, o objetivo se torna nacional.

Em seu blog, além de defender com unhas e dentes o projeto, Sashsida também escreve demonstrando apoio incondicional ao governo interino de Michel Temer, além de elogiar o chamado ajuste fiscal, com políticas de austeridade que atacam diretamente direitos e conquistas trabalhistas. Além disso, o novo assessor especial do MEC também considera injusta a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao deputado Jair Bolsonaro (PSC), réu em duas ações penais por ofensas contra a deputada Maria do Rosario (PT).

“Onde está a apologia ao crime? Vi pessoas argumentando da seguinte maneira: “se ela não merece ser estuprada então ele quis dizer que tem mulheres que merecem”. Tal argumentação imputa a Bolsonaro algo que ele não disse! Bolsonaro disse que ela não merecia ser estuprada, o que de maneira alguma implica que outros deveriam ser!” — escreve Sashsida em seu blog pessoal.

Além disso, o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) também defendeu uma ação coordenada por grupos ligados ao projeto Escola sem Partido na Universidade de Brasília (UnB), quando cerca de 20 pessoas atacaram estudantes grevistas com bombas. A ação, que contou com suporte de integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) dentro da universidade, teve repercussão negativa na opinião pública e principalmente nas redes sociais.

Entre outros temas polêmicos, o novo assessor especial da Educação ainda ataca os movimentos feministas, gravando vídeos ao lado de personalidades da extrema-direita, como a ex-FEMEN Sara Winter, e Marisa Lobo, defensora da chamada “cura gay”.

Líder do MBL, Kim Kataguiri | Foto: Gabriel Soares/Democratize

O MEC nas mãos dos grupos anti-PT

O Ministério da Educação se tornou uma espécie de “bunker” para os grupos e movimentos que se manifestaram pelo impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

Aliado extremamente confiável do Movimento Brasil Livre, Mendonça Filho coloca em prática a política defendida pelo grupo. Além disso, o ministro já contou com reuniões inusitadas dentro do ministério, incluindo a visita do ex-ator pornô Alexandre Frota, e de membros do grupo de extrema-direita Revoltados On Line, que até 2015 defendiam abertamente a possibilidade de intervenção militar para derrubar o governo petista.

É do partido de Mendonça que um dos “líderes” do MBL pretende se candidatar para vereador neste ano em São Paulo. Fernando Holiday é pré-candidato pelo DEM para a Câmara dos Vereadores, tendo como seu padrinho político o deputado Pauderney Avelino, condenado pelo Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) por desvios de R$4,6 milhões em contratos superfaturados de aluguéis de imóveis para escolas.

O ministro “queridinho” dos grupos conservadores, apesar de jovem, conta com uma lista de acusações e investigações nas costas. Em 2009, Filho foi citado em um grampo da operação Castelo de Areia, por doação de R$100 mil. A contribuição da empresa teria ocorrido quando Filho ainda era governador do estado do Pernambuco.

No mês passado, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, viu indícios de que Filho recebeu propina também em 2014, sendo mais uma quantia de R$100 mil — mas desta vez por parte de uma das construtoras envolvidas na Lava Jato, a UTC.

By Democratize on July 12, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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