Foto: Reinaldo Meneguim/Democratize

Alckmin rechaça e reprime ocupação em escola contra a PEC 241

Assim como aconteceu na E.E. Caetano de Campos, mais uma escola ocupada contra a PEC 241 e a MP do Ensino Médio foi rechaçada pelo governo de Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo. Sem qualquer diálogo, a ocupação na E.E. Silvio Xavier Antunes foi invadida por policiais armados, terminando com cerca de 20 prisões.

Ao redor do país, mais de mil escolas e quase 100 universidades estão ocupadas por estudantes que são contrários ao projeto que visa congelar o orçamento da Educação por 20 anos – a PEC 241. Outro projeto defendido pelo governo federal é criticado pelos jovens, a MP do Ensino Médio, que visa aumentar a carga horária semanal nas salas de aula, além de precarizar matérias que debatem temas sociais, políticos e artísticos.

Em São Paulo não seria diferente.

O estado que foi palco da primeira onda de ocupações, ainda no ano de 2015, quando mais de 200 escolas estaduais foram ocupadas por jovens secundaristas contrários ao projeto de reorganização escolar, também se mobiliza contra a ofensiva do presidente Michel Temer (PMDB) na área da Educação.

Porém, o cenário é diferente dos outros estados. Pela segunda vez seguida, uma escola estadual foi ocupada na cidade de São Paulo contra os projetos. A primeira, localizada na região do Centro da cidade, durou menos de 24 horas: a E.E. Caetano de Campos chegou a ser cercada pela Tropa de Choque, resultando na desocupação voluntária dos estudantes.

Foto: Reinaldo Meneguim/Democratize
Foto: Reinaldo Meneguim/Democratize

Agora, foi a vez da E.E. Silvio Xavier Antunes, localizada na Zona Norte da capital. Assim como a Caetano de Campos, a ocupação durou menos de 24 horas, e foi alvo de pressão psicológica e física por parte da Polícia Militar.

Segundo informações dos advogados, cerca de 20 pessoas foram presas – sendo 8 maiores de idade e 12 menores.

Todos foram encaminhados para o 87º Distrito Policial, na Vila Pereira Barreto.

Estudantes afirmam que durante a desocupação vários policiais ameaçaram os jovens. Uma secundarista acusa um dos oficiais de ter dito que “se fosse no tempo da ditadura, vocês estavam mortos”. Além disso, outro policial teria sido homofóbico contra um dos jovens, dizendo que “odeia viadinhos”.

Foto: Reinaldo Meneguim/Democratize
Foto: Reinaldo Meneguim/Democratize

A ação praticada pela Polícia Militar é coordenada pessoalmente pelo próprio governador de São Paulo, para evitar uma onda de ocupações similar a do estado do Paraná – onde mais de 600 escolas estão ocupadas contra os projetos do governo federal, além de uma greve dos professores que coloca o governador Beto Richa (PSDB) na parede mais uma vez.

Em Itaquaquecetuba, outra escola estadual havia sido ocupada na segunda-feira – durando também menos de 24 horas, sendo desocupada por policiais logo em seguida.

Além disto, estudantes da USP também já começam a se mobilizar contra os projetos defendidos por Michel Temer. Nesta semana, o DCE Livre da universidade se manifestou colocando uma faixa contra o presidente na Torre do Relógio, dentro da cidade universitária. Policiais e seguranças forçaram os estudantes a retirar a faixa.

 

Posts Relacionados

On Top
error: Para reproduzir o conteúdo do Democratize, entre em contato pelo formulário.
%d blogueiros gostam disto: