Executivos da construtora Odebrecht, incluindo o ex-presidente Marcelo Odebrecht, apontaram mais de cem deputados, senadores, ministros e…

Alckmin é citado por executivos da Odebrecht como beneficiário de desvios de dinheiro público

Alckmin é citado por executivos da Odebrecht como beneficiário de desvios de dinheiro públicoExecutivos da construtora Odebrecht, incluindo o ex-presidente Marcelo Odebrecht, apontaram mais de cem deputados, senadores, ministros e…


Alckmin é citado por executivos da Odebrecht como beneficiário de desvios de dinheiro público

Foto: Wesley Passos/Democratize

Executivos da construtora Odebrecht, incluindo o ex-presidente Marcelo Odebrecht, apontaram mais de cem deputados, senadores, ministros e governadores como beneficiários diretos de desvios de dinheiro público, durante negociações do acordo de delação premiada. Governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin faz parte da lista.


Além de Alckmin, pelo menos outros 9 governadores fazem parte da lista, segundo informações do jornal O Globo: Pezão (Rio de Janerio, PMDB), Fernando Pimentel (Minas Gerais, PT), e outros nomes.

Além de Pezão, o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), também estaria incluso na lista de beneficiários do esquema montado pela construtora.

As informações sobre Cabral, segundo os investigadores, são consistentes. O ex-governador do Rio já havia sido citado por Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras.

Já em São Paulo, também não é a primeira vez em que o governador Geraldo Alckmin se encontra envolvido de alguma forma nas investigações da operação Lava Jato.

Em julho do ano passado, um relatório da Polícia Federal mostrava que o aparelho celular de Marcelo Odebrecht trazia referências a políticos em siglas. Uma delas era ‘GA’, se referindo ao governador de São Paulo. Na época, o tucano rebateu afirmando não ter “a menor ideia” do que signifique a sigla no celular do ex-presidente da construtora. Porém, o próprio governador confirmou a realização de uma reunião com a Odebrecht em outubro de 2014, sobre o projeto “Aquapolo”. Segundo a Polícia Federal, anotações desse encontro com Alckmin constavam no celular do empresário.

Já em março deste ano, um manuscrito foi encontrado na residência de Benedicto Barbosa Junior, da Odebrecht Infraestrutura, indicando porcentagem de 5% envolvendo obras da rodovia Mogi-Dutra em São Paulo. O executivo escreveu nas anotações que se tratava de um “pagamento para santo” em obra idealizada por Alckmin.

O pagamento foi feito no ano de 2002. No texto há uma referência ao “valor da obra”, no total de R$68,7 milhões e, logo abaixo a expressão “custos c/ santo = 3.436.500”. A palavra “apóstolo” foi rasurada e substituída por “santo”.

Na época, o governo do estado negou mais uma vez, afirmando que não faria comentários sobre o manuscrito que indica a ação de cartel e o suposto pagamento de propina na obra de duplicação da rodovia.

> Complicações na terra de Alckmin

A delação dos empresários da Odebrecht pode complicar a vida do governador de São Paulo.

Com baixa popularidade, o tucano não deve conseguir emplacar seu candidato para a prefeitura de São Paulo, João Doria, que conta com uma rejeição acima da média entre o eleitorado paulistano.

A intenção do tucano é de se candidatar para a presidência da República em 2018.

Para o seu lugar, o partido deve encaminhar o atual Ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes — apadrinhado político de Alckmin.

Porém, quanto mais avança as investigações da Lava Jato contra nomes tucanos, mais complicada fica a situação do partido diante das eleições deste ano e de 2018.

By Democratize on July 29, 2016.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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