Depois dos secundaristas de São Paulo mostrar o caminho contra a reorganização que fecharia mais de 90 escolas, é a vez do estado de Goiás…

Agora é Goiás: três escolas ocupadas contra a terceirização

Agora é Goiás: três escolas ocupadas contra a terceirizaçãoDepois dos secundaristas de São Paulo mostrar o caminho contra a reorganização que fecharia mais de 90 escolas, é a vez do estado de Goiás…


Agora é Goiás: três escolas ocupadas contra a terceirização

Foto: Reprodução/Facebook

Depois dos secundaristas de São Paulo mostrar o caminho contra a reorganização que fecharia mais de 90 escolas, é a vez do estado de Goiás protagonizar a luta por um ensino público de qualidade: alunos já ocupam três escolas no estado contra projeto de terceirização do ensino.

Assim como em junho de 2013, quando a revolta contra o aumento das passagens acabou migrando de um estado para outro, a luta dos secundaristas não poderia ser diferente. Depois de São Paulo tremer no último mês com mais de 200 ocupações em escolas ao redor de todo o estado, protestos e trancaços nas principais vias da capital, é a vez de Goiás seguir o caminho de luta pela educação. E mais uma vez, protagonizado por secundaristas, que não adotam um sistema vertical de decisões, e sim em conjunto, pela auto-gestão.

As três escolas ocupadas são: Colégio Estadual Lyceu de Goiânia; Colégio Estadual Robinho Martins de Azevedo, no Setor Jardim Nova Esperança, e também o Colégio Estadual Prof. José Carlos de Almeida, no Setor Central.

Em entrevista ao Portal G1, um aluno de uma das escolas ocupadas afirmou que a ocupação é por tempo indeterminado, até que o governador Marconi Perillo (PSDB) recue em relação ao projeto de terceirização das escolas no estado.

Assim como em São Paulo, estudantes e especialistas acusam o governo tucano de tomar medidas drásticas, colocando em risco a qualidade do sistema educacional público — que já é precária — por motivos financeiros, com o simples objetivo de economizar verba pública.

Os alunos das escolas ocupadas em Goiás admitem se inspirar na luta dos secundaristas paulistas, que no final acabaram conseguindo conquistar uma vitória parcial sobre o projeto de reorganização do ensino, já que o governador Geraldo Alckimin (PSDB) recuou com o projeto, adiando sua aplicação para 2017 — o que explica a continuidade de algumas escolas ocupadas no estado e também a série de protestos que continuam a acontecer na capital paulista.

Em Goiás, inicialmente o posicionamento do governo tucano tem sido o mesmo de São Paulo: a administração diz estar aberta ao diálogo — sendo que se propõe a isso apenas agora — e ainda distorce todo o projeto, afirmando não ser propriamente terceirização e sim uma “implantação da nova forma de gestão, que ocorre por meio de uma parceria”.

Foto: Reprodução/Facebook

Ainda segundo o portal G1, assim como os estudantes, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) é contrário à medida, pois alega que ela vai interferir nos planos de carreira dos professores.

Para a presidente do Sintego, Bia de Lima, a adoção do modelo de gestão em apenas algumas escolas não vai surtir efeitos positivos. “Não apenas uma, ou duas, mas todas as escolas estaduais precisam ter qualidade para trabalhar e desenvolver um bom trabalho pedagógico para os alunos. Precisamos disso para todas, não para só uma parcela”, disse.

By Democratize on December 12, 2015.

Exported from Medium on September 23, 2016.

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