Manifestantes aguerridos no ato. Foto: Bárbara Dias/DEmocratize

Acabou o amor, o Rio virou um inferno!

No dia da sessão que discutiria a privatização da CEDAE (Companhia de águas e esgotos), uma grande manifestação fez do centro do Rio de Janeiro virar uma praça de guerra, mais uma vez. No entanto, dessa vez os manifestantes vieram preparados para a resistência contra a truculência da polícia, desde 2013 não víamos uma manifestação tão combatente, acabou o amor!

Mais um combate na Alerj, ontem (9), vai ficar marcado como um dos mais violentos da história das lutas sociais do Rio de Janeiro, o saldo dessa relação nós já sabemos: Um estudante ferido gravemente, baleado por uma bala de borracha que perfurou o seu estômago e intestino (foi operado e passa bem), além de vários outros feridos sem tanta gravidade por bombas, policiais reprimindo manifestantes, e por fim, a população resistindo num centro da cidade em chamas.

Há quem diga que o manifestante foi atingido por arma de fogo letal, não duvidamos disso, pois, os policiais acuados pela combatividade dos manifestantes, realizaram vários disparos para dispersar o ato. Numa dessas, em vez de dar os tiros para cima, quem saber ele não possa ter disparado a queima roupa, com o histórico da Polícia Militar, fica difícil até mesmo não desconfiar de uma possibilidade dessa, ainda mais que várias capsulas de arma letais foram encontradas pelo chão.

A guerra teve seu início, quando manifestantes autônomos entraram no ato com chamadas de ordem em contra a privatização da CEDAE, nesse momento ao soltarem rojões, foram reprimidos por um chuva de bombas de gás pelos policiais. Daí em diante, a relação de paz e amor teve seu fim e a Alerj virou um inferno.

Choque caça os manifestates no ato. Foto: Wagner Maia/Democratize
Choque caça os manifestantes no ato. Foto: Wagner Maia/Democratize

Três “caveirões” na pista, motos do Choque caçando os chamados “Black Blocs” em geral, jovens que andam mascarados, em sua maioria anarquistas extremamente combatentes contra o Estado. Hoje, eles tomaram a dianteira e vieram preparados para bater de frente, contra a repressão policial: Molotovs, escudos, morteiros paus e pedras. E sim, botaram a polícia pra correr, como já a algum tempo não víamos acontecer aqui no Rio de Janeiro.

Dentro da Alerj, os deputados estavam debatiam o que se farão valer o “pacote de maldade 2.0” de Pezão, privatizando uma das poucas empresas que dá lucro ao Estado, a CEDADE. Poucos são os deputados que estão do lado dos trabalhadores, lutando por um serviço público e de qualidade.

A Alerj, por isso, parou e a massa mostrou a que veio. Bateu de frente contra o forte aparato estatal de repressão. Diante da CEDAE em luto, mas lutando, a massa deu o recado para a Alerj: Se privatizar, o Rio vai parar.

[RJ] Ato Contra A Privatização Da CEDAE 09/02/17

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